terça-feira, 3 de dezembro de 2019

OS APÓSTOLOS E OS JUDEUS NAZARENOS ABANDONARAM A FÉ DE ABRAÃO PARA SEGUIR O CRISTIANISMO?



OS APÓSTOLOS E OS JUDEUS NAZARENOS ABANDONARAM A FÉ DE ABRAÃO PARA SEGUIR O CRISTIANISMO??

Introdução:

Observando postagens de pessoas em suas linhas do tempo nestes dias, percebo o interesse destas pessoas em tentar mostrar os princípios da Teshuvá do Eterno aos cristãos, aparentemente parece ser um trabalho em vão, pois Roma tramou ardilosamente na mente dos cristãos para faze-los CEGOS às Verdades estampadas nas Escrituras.

Não me refiro tanto ao Tanach ao qual é conhecido no meio cristão de "velho testamento", nomenclatura esta, diga-se de passagem, inventada tendenciosamente e maliciosamente por Roma para dizer que as Sagradas escrituras Hebraicas caíram em desuso por serem “antigas” demais para serem estudadas pelos cristãos.

Me refiro mais aos Escritos Nazarenos, também conhecido no mundo cristão como "novo testamento" nomenclatura também inventada por Roma para dizer que estas Escrituras são as únicas que estão valendo como regra de fé para a cristandade, eles leem mas não percebem o que está patente aos olhos, sempre veem com a mesma ladainha de sempre: "Jesus aboliu a lei", "Paulo aboliu a lei", "Paulo não vivia mais a lei", "Paulo abandonou o judaísmo ao se converter ao cristianismo" e por aí vai.

Atitudes que falam mais que as palavras:

Todavia, o que os cristãos não conseguem responder, por mais estapafúrdias que seja as tentativas explicar o inexplicável, de que Shaul JAMAIS abandonou a Fé Patriarcal de Abraão para se converter a uma nova religião inventada por Roma, Shaul JAMAIS abandonou a Torah Sagrada ao qual ele mesmo chama de 'Santa, Justa e Boa'(ver Romanos 7:12), que a Fé no Messias de Yisrael JAMAIS anularia a Torah do Eterno(ver Romanos 3:30-31), que a Congregação Nazarena de Jerusalém juntamente com o apóstolo Shaul PERMANECIAM Zelosos na Torah como está escrito em Atos:

"Ao ouvirem os relatos de Shaul, deram glórias ao Eterno e disseram: Veja irmão, quantas Dezenas de Milhares de Judeus creram, e todos PERMANECEM Zelosos na Torah" (Atos 21:20)

Esta é uma declaração INQUESTIONÁVEL, não tem como os cristãos refutarem, nem com argumentações estapafúrdias, a declaração é clara, a Comunidade Judaica Nazarena de Jerusalém não tinham abandonado a Fé de Abraão para se "converter" a uma nova e suposta religião, eles continuaram sendo JUDEUS, CONTINUARAM fieis no cumprimento da Torah Sagrada e isso implicava na observância das Festas Bíblicas, dos Votos e da realização dos Sacrifícios de Ação de Graças no Templo de Jerusalém.

Todo este panorama está estampado nos diversos livros dos Escritos Nazarenos, e para provar que isto é a mais pura verdade, observem os textos irrefutáveis e comprovativos abaixo:

* Shaul e os judeus nazarenos celebrando as Festas Bíblicas da Torah:

"Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois o Messias, nosso Cordeiro de Páscoa, foi imolado. Por isso, CELEBREMOS ESTA FESTA, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães ázimos da sinceridade e da verdade" (1 Coríntios 5:7-8)

"Depois da Celebração dos dias dos Pães Ázimos, navegamos de Filipos e, em cinco dias fomos falar com eles naquele porto, onde ficamos uma semana (Atos 20:6)

"Fiquei porém, em Éfeso até antes da CELEBRAÇÃO do Shavuôt(pentecostes)" (1 Coríntios 16:8)

"Shaul tinha decidido não aportar em Éfeso, para não se demorar na província da Ásia, pois estava com pressa de chegar a Jerusalém, se possível, a fim de Celebrar a Festa de Shavuôt(pentecoste)" (Atos 20:16)

"Tínhamos perdido muito tempo, e agora a navegação se tornara perigosa, pois já havia passado o Dia do Jejum [Yom Kipur]. Por isso Shaul os advertiu..." (Atos 27:9)

* Shaul e os judeus nazarenos cumprindo Votos da Torah:

"Shaul permaneceu em Corinto por algum tempo. Depois despediu-se dos irmãos e navegou para a Síria, acompanhado de Priscila e Áqüila. Antes de embarcar, RASPOU a CABEÇA em Cencréia, pois havia Tomado um Voto" (Atos 18:18)

"Portanto, observe o que vou lhe dizer. Estão conosco quatro homens[judeus nazarenos] que fizeram um Voto da Torah. Participe com esses homens dos Rituais de Purificação e pague as despesas deles, para que RASPEM a CABEÇA. Então todos saberão que não é verdade o que falam de você, mas que você continua Zeloso em obediência à Torah Sagrada" (Atos 21:23-24)

* Shaul e os judeus nazarenos realizando Sacrifícios de Ação de Graças no Templo:

"No dia seguinte Shaul tomou aqueles homens e Purificou-se juntamente com eles. Depois foi ao Templo para declarar o prazo do Cumprimento dos dias da Purificação e da Oferenda Sacrifical que seria feita individualmente em favor deles" (Atos 21:26)

"Depois de estar ausente por vários anos, vim a Jerusalém para trazer esmolas ao meu povo e fazer SACRIFÍCIOS" (Atos 24:17)

Permanecendo na mesma Fé:

Shaul NUNCA declarou que pertencia a alguma "igreja A'' ou "igreja B", muito ao contrário Shaul CONFESSOU publicamente que pertencia a Seita dos Nazarenos e ainda declara que cumpria TUDO que estava na Torah e nos Escritos dos Profetas, ele disse TUDO, como é comprovado nos textos acima.

O fato que levou Shaul a fazer esta confissão publica foi uma tremenda MENTIRA que haviam inventado a respeito dele, de que ele havia renegado a Torah do Eterno e se apostatado da Fé Patriarcal para se converter a uma pseuda religião, vejamos:

"Fomos informados a teu respeito de que ensinas todos os judeus que vivem no meio dos gentios a apostatarem dos Ensinamentos de Moisés, dizendo-lhes que não devem mais circuncidar seus filhos, nem mais cumprir os Preceitos da Torah" (Atos 21:21)

Parece surreal mas esta MENTIRA atravessou dois mil anos de história e continua sendo dita e repetida até hoje pelos cristãos. Confirmar esta mentira parece ser a melhor opção que eles têm de não poder refutar o irrefutável.
Quando Shaul foi preso, os fariseus desceram de Jerusalém para acusa-lo perante Felix, eles o acusavam de ser um perturbador e um dos principais líderes da Congregação Nazarena ao qual chamavam de seita:

"Verificamos que este homem é um perturbador, que promove tumultos entre os judeus pelo mundo todo. Sendo ele o principal cabeça da Seita dos Nazarenos" (Atos 24:5)

Shaul então faz sua confissão pública de que, de fato, pertencia a esta Comunidade Judaica do primeiro século e não a nenhuma suposta "igreja":

"Confesso, porém, que segundo o Caminho a que chamam de seita, é nele que eu sigo ao D'us de nossos Patriarcas crendo e praticando TODAS as coisas que estejam na Torah e nos Profetas" (Atos 24:56-14)

Shaul confessa que cria e praticava TUDO que está na Torah do Eterno e nos Escritos Proféticos do Tanach, mostrando claramente que a Verdadeira Congregação do Eterno ainda continua sendo Yisrael, e, é para esta Congregação que todos os gentios deverão buscar o Conhecimento do D'us Verdadeiro se quiserem alcançar a salvação, pode-se dizer assim, conforme está Profetizado pelo Eterno:

"Nos últimos dias o Monte da Casa de Adonai será estabelecido como o principal; será elevado acima das colinas, e todos os gentios correrão para ele. Virão muitos povos e dirão: Venham, subamos ao Monte de Adonai, à Casa do D'us de Jacó, para que Ele nos ensine os Seus Caminhos, e assim andemos em Suas Veredas. Pois, a Torah sairá de Sião, de Jerusalém virá a Palavra do Eterno" (Isaías 2:2-3)

"Assim diz o Adonai dos Exércitos: Povos e habitantes de muitas cidades ainda virão, e os habitantes de uma cidade irão a outra cidade e dirão: Vamos logo suplicar o favor de Adonai e buscar a Adonai dos Exércitos. Eu mesmo já estou indo. E muitos povos e nações poderosas virão buscar a Adonai dos Exércitos em Jerusalém e suplicar o seu favor. Assim diz Adonai dos Exércitos: Naqueles dias, dez homens de todas as línguas e nações agarrarão firmemente na barra do Talit de um Judeu e dirão: Nós vamos com você porque ouvimos dizer que o D'us Verdadeiro está com vocês" (Zacarias 8:20-23)

Três coisas maravilhosas e verdadeiras podemos verificar nestes textos Sagrados: 

1- Que qualquer pessoa de qualquer nação ou povo que desejarem obter o Conhecimento sobre o D’us Verdadeiro deverá se dirigir ao Povo da Aliança, Yisrael, e não a uma “igreja”, fato.

2- Que a Congregação Verdadeira do Eterno deve estar de acordo com a Torah Sagrada e os Profetas, ou seja, a Palavra de D’us, fato outra vez.

3- Que, a única Congregação Verdadeira de D’us sempre foi, é e continuará sendo Yisrael, sem questionamentos.

O meu objetivo não é converter ninguém, mesmo porque este não é meu papel, mas apenas desmentir e desmistificar as falsas declarações de cristãos a respeito de nossos líderes da nossa Congregação do passado, porém é certo, pelas Escrituras, que os cristãos gentios estão fora da Aliança do Eterno, não precisam cumprir a Torah, a menos que se convertam e entram para a Aliança do Eterno tornando-se israelitas por adoção, nem mesmo o Shabat eles não precisam cumprir, tanto o Shabat como a Torah só devem ser cumpridos por aqueles que ENTRAM para a Aliança do Eterno:

"E os estrangeiros que se convertem a Adonai para servi-lo, para amarem o Nome de Adonai e para prestar-Lhe culto, sim, todos os que guardarem o Shabat sem profaná-lo, e tendo entrado para a Minha Aliança" (Isaías 56:6)

Conclusão:

O cristianismo nunca foi e nunca será a Congregação do Eterno, o cristianismo nunca tomou ou tomará o lugar de Yisrael, as Escrituras Sagradas são enfáticas em afirmar isto:

"Mas agora, assim diz o Eterno que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Yisrael: Não temas, porque Eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és Meu" (Isaías 43:1)

Os cristãos estão FORA da Aliança do Eterno porque são gentios, e esta Aliança é feita somente com a Casa de Yisrael e não com nenhuma suposta igreja:

"Mas esta é a Aliança que farei com a Casa de Yisrael depois daqueles dias, diz Adonai: Porei a Minha Torah no seu interior, e a escreverei no seu coração; e Eu serei o seu D'us e eles serão o Meu Povo" (Jeremias 31:33 - Hebreus 8:10)

Os gentios que se convertem ao Eterno deixam de ser gentios e tornam-se israelitas por adoção porque se juntaram à Congregação de Yisrael e não a nenhuma igreja:

"Portanto, lembrai-vos de que vocês noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisos pelos que são circuncidados pela mão dos homens; Que naquele tempo estáveis sem o Messias, separados da Congregação de Yisrael, e estranhos às Alianças da Promessa, não tendo esperança, e sem D'us no mundo" (Efésios 2:11-12)

Mais claro do que isto só desenhando.



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Rosh: Marlon Troccolli




quarta-feira, 20 de novembro de 2019

YESHUA SE AUTO-RESSUSCITOU OU PRECISOU DE UM SER DIVINO PARA RESSUSCITA-LO?



YESHUA SE AUTO-RESSUSCITOU OU PRECISOU DE UM SER DIVINO PARA RESSUSCITA-LO?

Introdução:

Quando lemos alguns texto nos Escritos Nazarenos(vulgo novo testamento) sem a ótica pagã percebemos que há uma harmonia perfeita entre os escritores do mesmo entretanto, o cristianismo romano tentando respaldar suas crenças heréticas greco-romanas pagãs complicam e desvirtuam todo o entendimento do texto.
No caso da ressurreição de Yeshua, os textos estão claríssimos, havendo uma harmonia entre os escritores sem forçação de barra, porém, segundo o cristianismo, Yeshua por ser "deus" se auto-ressuscitou, eles baseia esta crença errônea e anti-bíblica em alguns textos mal interpretados como este abaixo:

"Pois, da mesma forma como o Pai tem Vida em Si mesmo, Ele concedeu ao filho ter vida em si mesmo" (João 5:26)

Neste texto, Yeshua não está dizendo que tinha poder para se "auto-ressuscitar", mas sim de que Adonai CONCEDEU portanto, foi uma concessão dada pelo Eterno, mas concessão para que mesmo? Para ressuscitar mortos, basta ler todo o contexto do texto, os versos 28 e 29 de João 5 mostra claramente que se tratava do poder de ressuscitar mortos, a mesma Concessão dada aos Profetas Elias e Eliseu, vejamos:

"Adonai ouviu a voz de Elias, e a alma do menino reviveu novamente. Então Elias levou o menino para baixo, entregou-o à mãe e disse: Veja, seu filho ressuscitou! Então a mulher disse a Elias: Agora sei que tu és um homem de D'us e que a Palavra de Adonai, vinda da tua boca, é a verdade" (1 Reis 17:22-24)

"Quando Eliseu chegou à casa, lá estava o menino, morto, estendido na cama. Ele entrou, fechou a porta e orou ao Eterno.[....] Eliseu levantou-se e começou a andar pelo quarto; depois subiu na cama e debruçou-se mais uma vez sobre ele. O menino espirrou sete vezes e abriu os olhos" (2 Reis 4:32-35)

Ao lermos todo o Tanach Hebraico vemos muitos profetas atuando em Nome do Eterno, mas a nenhum deles foi dada a Concessão de Ressuscitar mortos a não ser para Elias e Eliseu, não sabemos ao certo porque Adonai deu a estes dois grandes profetas esta Concessão, mas sabemos que era uma Concessão especial, Elias e Eliseu  realizaram milagres iguais ou semelhantes aos de Yeshua, o próprio Eliseu purificou leprosos, ressuscitou mortos, multiplicou pães, quebrou as leis da gravidade ao fazer flutuar um machado de ferro por sobre as águas, transformou uma fonte venenosa em fonte de água pura dentre outros milagres.

Yeshua fez os mesmos milagres que estes profetas fizeram, ressuscitou mortos, purificou leprosos, multiplicou pães, quebrou as leis da gravidade ao andar flutuando por sobre as águas, transformou água em vinho e etc...
Nisto percebemos que nem todos os Profetas tinham autoridade para realizar milagres extraordinários, vemos aí visivelmente esta Concessão Especial dada para poucos, todavia, afirmar que Yeshua, por ter recebido esta Concessão Especial de ressuscitar mortos, dada somente para poucos Profetas,  significasse que ele tinha poder de se auto-ressuscitar é totalmente DESMENTIDA pelos próprio Talmidim, observem os textos abaixo:

"D'us RESSUSCITOU a esse Yeshua, e disso todos nós somos testemunhas” (Atos 2:32)

“Shaul, apóstolo não da parte de homens nem por homem algum, mas por Yeshua haMashiach e por D’us, o Pai, que o RESSUSCITOU dentre os mortos” (Gálatas 1:1)
    
"Esse poder Ele(o Eterno) exerceu no Messias, RESSUSCITANDO-O dos mortos e fazendo-o assentar-se à Sua direita, nas regiões celestiais" (Efésios 1:20)
    
"Pois eles mesmos relatam de que maneira vocês nos receberam, como se voltaram para o Eterno, deixando os ídolos a fim de servir ao D'us Vivo e verdadeiro, e esperar dos céus a Seu filho, a quem Adonai RESSUSCITOU dos mortos: Yeshua, que nos livra da ira que há de vir" (1 Tessalonicenses 1:9-10)

“D'us o RESSUSCITOU no terceiro dia e permitiu que ele aparecesse” (Atos 10:40)
    
“Que o D'us da shalom, que com o sangue de um Pacto eterno RESSUSCITOU dentre os mortos o grande Pastor das ovelhas, o nosso adony Yeshua” (Hebreus 13:20)

“Portanto, se a Ruach daquEle que RESSUSCITOU a Yeshua dentre os mortos mora em vocês, aquEle que RESSUSCITOU o Messias Yeshua dentre os mortos também dará vida aos seus corpos mortais por meio do Espírito dEle, que mora em vocês” (Romanos 8:11)

Como vemos nos vários textos acima os Talmidim declaram que o Messias foi ressuscitado pelo Eterno e não que ele ressuscitou-se a si mesmo.
    
Conclusão:

Na verdade, Yeshua foi SALVO da morte, ou seja, de ficar retido na sepultura como muitos Patriarcas estão retidos até hoje, dentre os quais cito o rei David, como citam os Escritos Nazarenos:
    
"Irmãos, posso dizer-lhes com franqueza que o Patriarca David morreu e foi sepultado, e o seu túmulo está entre nós até o dia de hoje.... pois David não subiu ao céu..." (Atos 2:29-34)
    
Mas Yeshua, sendo totalmente homem, precisou de um Ser Divino para RESSUSCITA-LO dentre os mortos, por isso, ele suplicou e implorou ao Eterno que o SALVASSE de ficar retido na morte, como declara o autor de Hebreus:

"Durante os seus dias de vida na terra, Yeshua ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquEle(o Eterno) que  podia salva-lo da morte, tendo sido ouvido por causa da sua reverente SUBMISSÃO" (Hebreus 5:7)

Yeshua precisou de um SALVADOR que o salvasse da morte pois não há Salvação fora do Eterno(ver Isaías 43:11), mais claro do que isso só desenhando, portanto a doutrina romana que afirma que o Messias se auto-ressuscitou é a mais pura FALÁCIA, os cristãos costumam dizer que nós judeus não nos convertemos à religião deles porque temos um "véu" em nós, mal eles sabem que são eles que possuem um Véu Romano que os impedem de ver a verdade como declarou o Eterno:

"Neste monte Adonai destruirá o Véu que encobre todos os povos, e a coberta que está posta sobre os gentios" (Isaías 25:7)
   
Quando Adonai destruir o Véu Romano que foi posto sobre os cristãos, então eles verão claramente os enganos  nos quais eles estão submetidos pois, começarão a enxergar as coisas sem precisar das lentes de Roma.

Shalom aleicha!!


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Rosh: Marlon Troccolli





terça-feira, 4 de dezembro de 2018

TODA VERDADE SOBRE O FALSO PAÍS CHAMADO "PALESTINA"


TODA VERDADE SOBRE O FALSO PAÍS CHAMADO "PALESTINA"
Introdução:
Durante os últimos séculos, o mundo, inclusive os cristãos, adotou um hábito ruim. Caíram na armadilha de uma antiga propaganda romana. Chamam de “Palestina” para a antiga terra de Yisrael, um nome falso dado pelo imperador romano Adriano no ano de 135 e.c. para a região conhecida como Judeia até o primeiro século da era comum. Como essa denominação foi usada durante tanto tempo, esse nome se tornou de uso comum.
Porém, ele é tão incorreto quanto seria chamarmos a Rússia de hoje de “União Soviética”, ou nos referirmos atualmente a Berlim como “Alemanha Oriental”.
Está acontecendo agora uma guerra de propaganda política com o termo “Palestina”. Em um dado momento no passado, pode-se afirmar que “Palestina” era uma designação inócua da área do Oriente Médio que é geralmente entendida como a Terra Santa. Durante as últimas décadas, entretanto, o termo “Palestina” foi adotado pelos árabes que moram nos territórios de Yisrael para designar a área a oeste do rio Jordão.

O termo é usado especificamente para evitar o uso do nome Yisrael ou Judeia, e deve ser considerado um termo anti-Yisrael. Em todos os mapas publicados na Jordânia, no Egito, etc., a área a oeste do Rio Jordão é denominada Palestina, sem qualquer referência a Yisrael. A Palestina é o termo usado agora por aqueles que querem negar a legítima existência de Yisrael como uma nação genuína e soberana dentre a família das nações.
O termo agora adotado pela entidade política dentro da terra de Yisrael que está gradativamente obtendo mais e mais porções de território através do “processo de paz” é Autoridade Palestina (AP). Embora tenha que tratar diariamente com os documentos oficiais israelenses, a AP odeia usar o termo Yisrael em qualquer uma de suas comunicações.
Portanto, “Palestina” deve agora ser considerado um termo de propaganda política com implicações maciçamente anti-semita e anti-Yisrael. A imprensa mundial usa o termo para questionar a legitimidade do Yisrael moderno. Os cristãos também têm usado o termo Palestina há séculos para se referirem à Terra Santa. Em tempos passados, isso poderia ser desculpado (embora biblicamente questionável) por causa de seu uso comum. Todavia, à luz da atual guerra de propaganda política contra Yisrael, os cristãos devem reavaliar o termo “Palestina” e considerar se é um termo bíblica, teológica ou profeticamente correto.
O uso bíblico de “Palestina” ou Philistia:
O termo “Palestina”, da forma que foi aplicado à Terra de Yisrael, foi inventado pelo inveterado inimigo da Bíblia e do povo judeu, o imperador romano Adriano. O termo Palestina é raramente usado no Tanach hebraico, e quando é usado, refere-se especificamente à área costeira a sudoeste de Yisrael ocupada pelos antigos filisteus, na verdade é a tradução da palavra hebraica “Pilisheth”. O termo nunca é usado para se referir a toda a área de Yisrael.
Antes que Yisrael se estabelecesse na terra, seria geralmente correto dizer que a área costeira a sudoeste era denominada Filístia (o Caminho dos Filisteus, ou Palestina), enquanto que as áreas centrais mais altas eram denominadas Canaã. Tanto os cananeus quanto os filisteus haviam desaparecido como povos distintos pela época do cativeiro Babilônia (586 a.e.c.), e já não mais existiam.
No primeiro século da era comum, período em que Yeshua viveu em Yisrael, o termo Palestina nunca foi usado nenhuma vez. Todavia, o termo Yisrael é essencialmente usado para se referir ao povo judeu que vivia na região da Judeia. Contudo, em pelo menos duas passagens nos Escritos Nazarenos, a palavra Yisrael é usado para se referir à Terra Santa, vejamos:
“...um anjo de Adonai apareceu em sonho a Yosef, no Egito, e disse-lhe: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Yisrael; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino. Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Yisrael” (Mateus 2:20-21)
e:
“Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Yisrael, até que venha o filho do Homem” (Mateus 10:23)
A primeira passagem aconteceu quando Yosef, Miryan e Yeshua retornaram do Egito para Yisrael; e a segunda refere-se à proclamação da Teshuvá por toda a Terra de Yisrael. O anjo que falou a Yosef, Mateus e Yeshua usam o termo Yisrael com referência à Terra Santa, embora esse termo não fosse reconhecido pelas autoridades romanas naquela época.
Fica claro, então, que a Bíblia nunca usa o termo Palestina para se referir à Terra Santa como um todo, e que os mapas bíblicos que se referem à Palestina no Antigo e no Novo Testamento são, na melhor das hipóteses, imprecisos, e, na pior das hipóteses, são uma negação consciente e tendenciosa do nome bíblico de Yisrael.

A história do termo “Palestina”:
Onde se originou o termo “Palestina”? Como foi que o mundo e a igreja cristã adotaram o hábito de chamar a terra de Yisrael de “Palestina”? Antes do ano 135 e.c., os romanos usavam os termos Judéia e Galiléia para se referir à Terra de Yisrael. Quando Tito destruiu Jerusalém no ano 70 e.c., o governo romano cunhou uma moeda com a inscrição “Iudea Capta”, querendo dizer “a Judéia foi capturada”. O termo “Palestina” nunca foi usado nas designações romanas antigas.
Foi apenas quando os romanos aniquilaram a segunda revolta dos judeus contra Roma, liderada por um falso messias chamado Bar Kochba, em 135 e.c., que o imperador Adriano aplicou o termo “Palestina” à Terra de Yisrael. Adriano, como muitos ditadores de seu tempo, percebeu o poder da propaganda política dos termos e dos símbolos. Ele substituiu o Santuário do Templo Judeu destruído por Tito no ano 70 e.c. construindo no local um santuário ao deus pagão Apolo, e uma área onde os cristãos supõem ser o sepulcro de Yeshua construindo um santuário a deusa pagã Minerva.
Adriano mudou o nome de Jerusalém para Aelia Capitolina, era uma tentativa de erradicar os judeus irascíveis e sua religião monoteísta (o que a maioria dos romanos acreditava levar à sua natureza rebelde em relação a Roma). Ele o chamaria de Aelia Capitolina, depois do nome de sua família (Aelias) e dos deuses trinos romanos (Júpiter, Juno e Minerva). A população judaica já estava farta de Roma (houve um surto anterior com o imperador Trajano), e quando Adriano visitou Jerusalém em 130 e.c., com a reconstrução da nova cidade bem encaminhada, ficou claro que Jerusalém não seria reconstruída para os judeus.
Adriano mudou também o nome de Yisrael e da Judéia para Síria Palestina. A escolha do termo Palestina por Adriano foi proposital, não acidental. Ele tomou o nome dos antigos inimigos de Yisrael, os filisteus, latinizou o termo para Palestina, e aplicou-o à Terra de Yisrael. Ele esperava apagar o nome de Yisrael de todas as memórias. Desse modo, o termo “Palestina”, da forma que foi aplicado à Terra Santa, foi inventado pelo inveterado inimigo da Bíblia e do povo judeu, o imperador Adriano.
É interessante observar que os filisteus originais não eram, de forma nenhuma, do Oriente Médio. Eram povos europeus do Mar Adriático próximo à Grécia. Deve ter dado prazer a Adriano usar esse termo helenista para a terra dos judeus. De qualquer modo, o termo original “palestinos” não tem absolutamente nada a ver com os árabes.
A adoção do termo “Palestina” pelos cristãos:
Antes do cerco final que resultou na destruição de Jerusalém e do Templo no ano 70 e.c., os judeus nazarenos atendendo a uma recomendação de Yeshua que dizia para eles orarem para que a fuga de Jerusalém não ocorresse no inverno e nem no Shabat (ver Mateus 24:20), fugiram para uma cidade da região de Bereia chamada Pella, e de lá se espalharam por todo o mundo.
Depois da segunda revolta judaica em 132 e.c. que foi sufocada pelos romanos, Adriano considerou os judeus elementos danosos a sociedade, dignos de morte, tornou a circuncisão ilegal, o estudo e a prática do judaísmo eram agora considerados um crime, chegou a oferecer recompensas a quem capturasse judeus fugitivos e devolvessem a Roma.
Ser judeu ou apoiar judeus, ou mesmo praticar a religião judaica tornou-se crime dignos de morte, foi nesta época de antissemitismo generalizado que as congregações nazarenas no meio gentílico começaram a se separarem dos seus irmãos nazarenos judaicos, a Torah e as práticas judaicas foram rapidamente substituídas por práticas pagãs que não ofendessem o império romano, e assim, gradativamente, foi surgindo uma nova religião sincrética que, 300 anos depois, ficou conhecida como cristianismo romano.
Um dos primeiros usos do termo “Palestina” é encontrado nos trabalhos de Eusébio, o historiador da igreja romana, que vivia em Cesareia. Ele escreveu em torno do ano 300 e.c., uma vez que a intolerância romana aos cristãos estava terminando e o imperador Constantino começava a aceitar o cristianismo como religião oficial de seu império. Eusébio não aceitou a designação Aelia Capitolina que Adriano deu a Jerusalém, mas usou o termo “Palestina”. O próprio Eusébio considerava ser um dos bispos da “Palestina”. Assim, o nome anti-Yisrael de “Palestina” foi assimilado ao vocabulário da igreja cristã à medida que o Império Bizantino ia sendo estabelecido.
A entrada do elemento árabe nesta história:
Corria o século VII, no ano 637 e.c., apenas alguns anos após a morte de Mohammed, conhecido no ocidente como Maomé, o profeta do Islamismo, o Califa Omar tomou a Palestina e anexou-a ao império muçulmano, há três séculos nas mãos dos cristãos desde a época de Constantino. Tomou de assalto os lugares considerados santos pela igreja romana e expulsou os cristãos. 
Não proibiu as peregrinações, porém impôs pesados tributos. No século X (cem anos antes das Cruzadas), a dinastia dos muçulmanos Fatimistas, que dominavam a Palestina, empreendeu uma perseguição cruel aos cristãos que viviam lá, provocando a morte dos que se aproximavam dos lugares santos e empreendendo uma violenta onda de conquistas das cidades cristãs, rumando para a Europa.

Essa perseguição aos cristãos da Terra Santa teve seu auge no ano de 1076, com a chegada dos turcos otomanos a Jerusalém e a destruição da Igreja do Santo Sepulcro.
É válido lembrar que o dito Califa Omar foi o construtor da atual mesquita que está situada sobre o monte do Templo, conhecida como a “Mesquita de Omar” ou domos da rocha. Mesmo vivendo durante séculos numa terra que não era sua, os árabes que viviam na Terra Santa nunca chamavam a si mesmos de “palestinos”, esta designação só foi adotada por eles após a queda do Império Otomano.

Em 30 de outubro de 1918, o decadente Império Otomano assina a sua rendição após a desastrosa entrada na Primeira Guerra Mundial ao lado da Tríplice Aliança, o Armistício de Mudros desmembrou o império para os vencedores. A Inglaterra ficou com o Egito, a Mesopotâmia e a Palestina(Yisrael); a França ficou com a Síria e o Líbano e a Itália ficou com a Antália. Em novembro, Constantinopla foi ocupada por tropas britânicas e francesas e as fortalezas do Bósforo e de Dardanelos foram ocupadas pelos aliados. Era o fim do domínio muçulmano sobre a Terra Santa.
Desde aquela época, a igreja tem usado amplamente o termo “Palestina” na literatura e nos mapas para se referir à Terra de Yisrael, numa demonstração pública de que o cristianismo não mais considera Yisrael como Povo do Eterno. Não obstante, deve-se observar que as Cruzadas chamavam sua terra de Reino de Jerusalém. Entretanto, quando os britânicos receberam o mandato, depois da Primeira Guerra Mundial, eles chamavam os dois lados do rio Jordão de Palestina. Esse se tornou um termo geopolítico aceito por várias décadas, e aqueles que viviam naquela terra eram chamados de palestinos, sendo eles judeus, árabes ou europeus.
Até mesmo cristãos evangélicos que dizem “amarem” Yisrael têm usado o termo “Palestina” em suas bíblias e suas pregações. No final de muitas bíblias há mapas intitulados “A Palestina no Tempo de Jesus”. Nunca houve uma Palestina na época de Yeshua, isso é uma tremenda falácia. Esta é uma grave identificação incorreta. Seria algo como olhar um moderno mapa do estado do Texas com o título “O México no Século XX”.
Parece que os cristãos que crêem na Bíblia, seja consciente ou inadvertidamente, têm seguido o mundo antissemita, os pagãos e os que odeiam Yisrael ao chamarem a Terra Santa pelo nome anti-Yisrael de “Palestina”. Esse nome é encontrado em muitos mapas bíblicos, em comentários bíblicos cristãos e em livros-texto de teologia.
A designação adequada da Terra Santa:
O uso do termo “Palestina” é falso e foi inadequado biblicamente, e errado em todo o período da igreja cristã. Contudo, é mais do que apenas errado, é devastador quando, em nossos dias, o termo “Palestina” é a pedra de esquina da guerra da propaganda política contra Yisrael e contra o povo judeu. Será que queremos usar termos inventados por aqueles que odeiam o Povo da Aliança, a Bíblia e o Messias? Será que queremos utilizar termos usados pelos inimigos de Yisrael que desejam realizar nada menos do que a destruição do povo judeu?
Os cristãos, que gostam de exibir a Bíblia como troféu, deveriam usar a terminologia da Bíblia sempre que possível. Por que não voltamos aos termos usados nos Escritos Nazarenos? Os escritores dos Evangelhos usaram o termo “Yisrael” para se referirem à Terra Santa. Por que deveríamos usar qualquer outro termo quando nos referimos à Terra Santa, especialmente agora que os judeus estão de volta a ela e se restabeleceram como a nação soberana dentre a família das nações?
Conclusão:
Na verdade nunca existiu um país chamado “Palestina” historicamente falando, esta é mais uma forçação de barra dos muçulmanos que, não satisfeitos em possuírem quase todo o oriente médio, ainda querem abocanhar um minúsculo pedaço de terra dado aos judeus refugiados do holocausto nazista, e não pensam que o mundo não saiba disto, sim, todos sabem mas quem se importa? É por isso que a grande mídia internacional será sempre desfavorável a Yisrael e favorável a qualquer um que deseje ver Yisrael riscado do mapa.
À medida que nos aproximamos do Retorno do Messias, devemos entender que a fúria de haSatan contra Yisrael irá crescer exponencialmente. haSatan odeia a Teshuvá do Eterno, e odeia a realidade de uma Restauração de Yisrael como nação eleita para sempre, a nação que será o quartel-general terreno do Messias.
O único termo que devemos usar para a Terra Santa é Yisrael, ou suas subdivisões: Judéia, Samaria e Galiléia. Deveríamos empreender todos os esforços para remover o termo “Palestina” dos mapas bíblicos e de nossos livros-texto, e usar apenas termos bíblicos com referência à Terra Santa de Yisrael.

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(Adaptado dos comentários de Thomas S. McCall, Th.D., D. Estevão Tavares Bettencourt, osb e Flavio Josefo em Guerras Judaicas).





domingo, 10 de setembro de 2017

YESHUA CUMPRIU A PROFECIA DO PORTÃO DOURADO?




Yeshua Cumpriu a Profecia do Portão Dourado?

Yeshua não cumpriu a profecia de Ezequiel 44:1-2, veja o porquê.

Introdução:

Shalom, amigo (a) leitor (a), mais uma vez, estou escrevendo um estudo que causará a insatisfação dos adoradores de Jesus. Usando as Sagradas Escrituras, vou provar que, certas profecias não se aplicam a Yeshua. Numa tentativa farsante de mostrar que Jesus é Deus, os falsos adoradores fizeram de tudo, para anexar uma passagem sagrada ao seu deus. Começaremos com o texto usado para afirmar a divindade de Jesus.

Antes de iniciar, vou deixar claro, que cremos ter sido Yeshua o justo de D’us, foi um profeta, um mensageiro, um restaurador e cremos em seus ensinos que estão em harmonia com a toráh.

Leremos agora um texto muito conhecido do livro de Mateus, que retrata a entrada de Yeshua em Yerushalaym (Jerusalém) e também ao templo.

Matityahu – Mateus 21:1-11

“1 Quando se aproximaram de Yerushalaim e chegaram a Betfagé, ao monte das Oliveiras, então enviou Yeshua dois talmidim,
2 dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte de vocês, e logo encontrareis uma jumenta presa, e um jumentinho com ela; desprendei-a, e trazei-os para mim.
3 E, se alguém disser a vocês alguma coisa, direis: O Adon precisa deles. E imediatamente os enviará.
4 Ora, tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo [1]navi:
5 Dizei à filha de Tzion: O teu Melech vem a ti, manso, e montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho de jumenta.
6 Indo, os talmidim e fazendo como Yeshua lhes ordenara,
7 trouxeram a jumenta e o jumentinho, e puseram sobre eles seus mantos, e o fizeram sentar sobre eles.
8 E uma multidão mui grande estendeu seus mantos pelo caminho; e outros cortavam ramos das árvores e os espalhavam pelo caminho.
9 E as multidões que iam adiante, e que seguiam, clamavam, dizendo: Hosana ao Filho de David! Bendito o que vem em nome do ETERNO! Hosana nas alturas!
10 Ao entrar ele em Yerushalaim, toda a cidade se alvoroçou, dizendo: Quem é este?
11 E as multidões respondiam: Este é Yeshua, o navi de Natzri da Galileia. ”

A profecia do versículo cinco (5), é do profeta Zacarias 9:9, mas não será essa a premonição que vamos analisar. O versículo chave é:  Ezequiel 44:1-2.

“ Então me fez voltar para o caminho da porta exterior do lugar sagrado, a qual olha para o oriente; e ela estava fechada. E disse-me YHVH: Esta porta ficará fechada, não se abrirá, nem entrará por ela homem algum; porque YHVH Elohim de YisraEL entrou por ela; por isso ficará fechada. ”

Analisando a Profecia:

“Esta porta ficará fechada, não se abrirá… e … porque YHVH ELohim de YisraEL entrou por ela…”.

Os falsos adoradores alegam a divindade de Yeshua  baseando-se nessa passagem do profeta Ezequiel 44:1-2. Vou relembrar o que é dito por eles: “Yeshua entrou pela porta ao leste e a mesma foi fechada e permanece até hoje lacrada”. Seria isso uma prova que Yeshua é divino? Veja abaixo a foto do portal oriental (virada para o leste, nascente do sol)

Observe na foto ao lado, em que o portão oriental do templo está lacrado, essa foto é usada por muitos líderes religiosos para afirmar a divindade de Yeshua. Vou refazer a pergunta: Seria isso uma prova que Yeshua  é o D'us de Yisrael? Para aqueles que acreditam nessa falácia, vamos então analisar o livro de Ezequiel, e de capítulo em capítulo, vamos revelando a verdade.

Vamos apenas recapitular o raciocínio dos adoradores de Yeshua:

1º O D'us de Yisrael disse por meio do profeta que a porta ficaria fechada porque Ele passou por ela.
2º Yeshua passa pela porta “para se cumprir a profecia ” depois disso ela é fechada.
3º A porta permanece fechada até hoje e isso é uma prova real e física da divindade de Yeshua.

Essas três considerações são praticamente as essenciais utilizadas pelos A.J. (Adoradores de Jesus).

Para uma pessoa que não estuda a Bíblia como um detetive, será difícil discordar dessa explicação cristã. É preciso muita dedicação e oração para não cair nessa armadilha. Um labirinto de textos fora do contexto, e muita confiança num manuscrito (N.T) que por diversas vezes foi manipulado pelos copistas.

A partir de agora, vamos fazer uma análise profunda do livro do profeta Ezequiel, e provaremos a total discrepância entre Jesus e a profecia do capítulo quarenta e quatro (44).

Caro (a) estudante, peço a você que leia os seguintes capítulos por completo; 40, 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47 e 48 você perceberá que, em todos esses capítulos o profeta fala do templo, o Beit HaMikdash (Casa da Santidade). Analisando do capítulo 40 ao 43 percebemos que a visão se trata de um templo. No versículo quatro (4) o profeta disse que o poder (glória) do Eterno entrou pela porta leste, veja:

“ E a kevod (glória) de YHVH entrou no Templo pelo caminho da porta oriental. ”

Observe que o profeta usa o verbo “entrar” no passado, “entrou”. Vamos prosseguir, e depois voltaremos a essa passagem.  No versículo 7 do capítulo 43 do mesmo livro, notamos um verso chave para o entendimento, leia:

“ E disse-me: Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos israelitas para sempre; ”

Versículo 9 “…e habitarei no meio deles para sempre”, na visão é apresentado a Ezequiel um templo que permaneceria para sempre (vv. 7) onde o Eterno habitaria no meio dos israelitas por toda eternidade (vv. 9). Com esses versículos entendemos que o templo visto pelo profeta não seria destruído, e permaneceria pelos séculos dos séculos.

Revendo os capítulos:

1º – A visão se trata de um templo futuro.
2º – O templo seria a morada do Eterno para sempre no meio dos israelitas e nunca mais seria destruído.
3º – O portão leste (oriental) foi fechado porque o poder (gloria) do Eterno passou por ele.

Vamos continuar nossa análise. Prossigamos para o capitulo 44: 1-3:

“ 1 Então me fez voltar para o caminho da porta exterior do lugar sagrado, a qual olha para o oriente; e ela estava fechada. 2 E disse-me YHVH: Esta porta ficará fechada, não se abrirá, nem entrará por ela homem algum; porque YHVH ELohim de YisraEL entrou por ela; por isso ficará fechada. 3 Somente o príncipe se assentará ali, para comer pão diante de YHVH; pelo caminho do vestíbulo da porta entrará, e por esse mesmo caminho sairá, ”

“…e ela estava fechada…”: Em visão o profeta é levado de volta ao portão oriental (porta virada ao nascer do sol), e ele encontra a porta fechada, em seguida o Eterno diz o porquê da porta fechada. O Criador disse: “porque YHVH ELohim de YisraEL entrou por ela”. Com essa fala o Eterno revela o motivo do fechamento da porta.

“Somente o príncipe se assentará ali”: No versículo três o Eterno revela que somente o príncipe entrará por ela. O príncipe nessa visão é o Messias.

“…da porta entrará, e por esse mesmo caminho sairá”: Observe que pelo vestíbulo da mesma porta oriental, somente o Messias pode entrar e sair, nenhuma outra pessoa.

Algumas perguntas para ajudar no entendimento:

Os adoradores de Yeshua dizem que a profecia se enquadra nele, e afirmam que foi ele quem passou pela porta e ela foi fechada. Do versículo 1-3 do capitulo quarenta e quatro, vemos dois personagens da visão; O primeiro é יְהוָה(YHVH), o qual muitas bíblias traduzem por “SENHOR”, essa pessoa é o Eterno. O outro é o príncipe, que sabemos se tratar do Messias.

Se Yeshua é o mesmo que passou pela porta e lacrou, quem é o príncipe (Messias)?
O príncipe (Messias) entrará pela porta para cear na presença de YHVH. Então segundo a visão dos adoradores de Yeshua, o próprio Jesus que fechou a porta e entrou por ela, e vai receber ele mesmo?
O mesmo SENHOR é o mesmo Messias? Ele vai se encontrar com ele mesmo?


O Messias não é o próprio YHVH:

Em hebraico o nome de D’us está assim: “יְהוָה. E todas as vezes em que uma profecia messiânica é mencionada, o Messias é um personagem diferente do Eterno (יְהוָה). Vejamos um exemplo:

2 Mas tu, Beit Lehem Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Yehudah, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em YisraEL, cuja origem são desde os tempos antigos, desde os dias mais longínquos.
3 Por conseguinte os entregará até o tempo em que a que está de parto tiver dado à luz; então o resto de seus irmãos voltará aos israelitas.
4 E ele permanecerá, e apascentará o povo na força de YHVH , na excelência do nome de YHVH seu ELohim; e eles permanecerão, porque agora ele será grande até os fins da erets.” Malaquias 5:2-4

 Analisando o texto de Malaquias 5:2-4

Leia: “E ele (O Messias) permanecerá, e apascentará o povo na força de YHVH (O Eterno) ” Observe claramente que nessa profecia, dois personagens aparecem, um é o Eterno D’us, e o outro é o Mashiach (Messias). O mesmo ocorre na profecia da porta oriental do templo descrita em Ezequiel 44:1-3. O príncipe é o Mashiach, e somente ele terá a liberdade de entrar pela porta que foi fechada pelo Eterno. Agora vou fazer algumas perguntas para reflexão:

1ª – Se Yeshua é o D’us que entrou pela porta e fechou, para que ninguém mais passasse a não ser o Messias, quem é o Messias (Príncipe) então? (Entenda a pergunta, leia Ez 44: 1-3)
Os cristãos dizem que Yeshua é o Messias de Yisrael, sendo ele o Messias, Yeshua comerá pão diante dele mesmo? Veja o texto “Somente o príncipe se assentará ali, para comer pão diante de YHVH” Ez 44:3
Se você é uma das pessoas que dizem: “O Messias é o rei e não príncipe” então peço que leia os seguintes textos usados pelos cristãos para afirmarem que Yeshua é o príncipe:

Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. ” Daniel 9:25

D'us com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Yisrael o arrependimento e a remissão dos pecados. ” Atos 5:31

Vou usar apenas esses dois textos, para mostrar que o príncipe da profecia é o Messias. E agora você tem dúvidas? Na profecia de Ez 44: 1-3, O Eterno fecha a porta porque a glória dele passou por ela, mas Ele dará autoridade ao príncipe (Messias) para passar por ela, esse evento vai acontecer quando o templo descrito na profecia for construído, um templo “onde [o Eterno] habitará no meio dos israelitas para sempre” Ez 43:7. 
Esse templo não será destruído. Veja o que Yohanan (João) escreveu no livro das Revelações (apocalipse): “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o Santuário (tabernáculo) de D’us com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo D’us estará com eles, e será o seu D’us. ” Apocalipse 21:3

Haverá um templo onde o Messias se assentará a mesa, e diante do Eterno (YHVH) cearás. O Príncipe entrará pelo vestíbulo da porta oriental, que foi fechada porque a gloria do Criador passou por ela. O templo descrito por Ezequiel ainda não existe e nem existiu, e quando existir durará para sempre.

O segundo Templo

Agora vamos estudar sobre o templo que foi destruído no ano 66 EC (Era Comum), provaremos que, o segundo Santuário não é o mesmo descrito na profecia de Ezequiel 44, como muitos teólogos cristãos acreditam.

Algumas considerações:

1º O segundo Templo foi destruído e, portanto, não pode ser o da profecia.
2º Não há relatos que a porta desse templo ficava fechada e que Yeshua entrava pelo vestíbulo do pórtico. Aliás, muitas pessoas passavam por ela, e tão pouco Yeshua era considerado um príncipe por todos na época.
3º Na profecia de Ezequiel 44 a nação Israelita não é subjugada pelos goim (gentios).
4º Na profecia de Ezequiel 44, o templo não seria profanado, mas o segundo templo foi profanado várias vezes.

O histórico sobre o Portal Dourado:

Uma teoria diz, que o Portão de Ouro atual, provavelmente foi construído no ano 520, como parte de uma série de construções em Jerusalém por parte do imperador bizantino Justiniano I, sobre ruínas de outras construções.
Outra teoria alternativa a essa, é a de que, ele foi construído um século depois, no século VII, por artesãos bizantinos que teriam sido contratados pelo Califa Omíadas.
O portão está localizado no meio do lado oriental do Monte do Templo. Acredita-se que, este portão era utilizado para fins ritualísticos nos tempos bíblicos.

O portão foi fechado em 1541 por ordem do sultão otomano Solimão, o Magnífico, porque, segundo a tradição judaica, seria por esse portão que o Messias profetizado no Tanach iria utilizar para entrar na cidade.
Os muçulmanos criaram um cemitério fora do portão, como eles estavam convencidos da profecia de Elias, o precursor do Messias que anunciou que, em seu retorno, o novo profeta não se atreveria a entrar no lugar, porque ele era um cohen. De fato, a entrada de sacerdotes judaicos em um cemitério é totalmente vedada, por causa da impureza.

Conclusão:

Na profecia de Ezequiel 44, o portão foi fechado, porque a gloria do Eterno passou por ele. (“A gloria de YHVH, entrou pela porta” Ez 43:4) por isso foi fechada. “Esta porta permanecerá fechada porque o YHVH, o D’us de Israel entrou por ela” Ezequiel 44:2.
Mas como você leu a história, diz que foi um mulçumano que fechou depois de 1500 anos. O Eterno usou um muçulmano para fechar a porta, depois de todo esse tempo?
Na profecia de Ezequiel 44, a porta teria um vestíbulo por onde o Messias entraria, mas a porta que lá está não tem um vestíbulo. E a profecia não fala de uma nova reconstrução, é claro que esse muro do templo, no qual tem a porta oriental, não é o da profecia.

Caro (a) estudante, peço a você que leia os seguintes capítulos por completo; 40, 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47 e 48 você perceberá que em todos esses capítulos o profeta fala de um templo no futuro, um templo que não seria destruído, onde o príncipe (Mashiach) cearia com Ele. É notório que a profecia de Ez 44:1-2, não se cumpriu nos tempos de Yeshua. Estude a verdade e ela te libertará.


Autor: Eliyahu Ben Abraham 



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