segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A SEGUNDA VINDA: MESSIAS SUMO-SACERDOTE E MESSIAS REI



A SEGUNDA VINDA: MESSIAS SUMO-SACERDOTE E MESSIAS REI

Este estudo tem por finalidade provar a segunda vinda do Messias (ou vinda do Messias rei) utilizando os textos das Sagradas Escrituras como ferramentas argumentativas (Torah, Profetas e Salmos).
Os judeus que já reconheceram o Messias (que já veio) utilizam para provar a sua primeira e segunda vinda um discurso utilizando as expressões “Mashiach ben Yossef” (Messias, filho de José) e “Mashiach ben David” (Messias, filho de David), onde no primeiro caso, o Messias viria ao mundo para ser o “servo sofredor” semelhante a Yossef, filho de Israel, e no segundo caso, o Messias viria como “o grande rei” semelhante a David, filho de Yishai (Jessé). Esta argumentação é até válida para quem tem o pensamento aberto e livre de preconceitos, mas o que irei propor neste estudo é a utilização de dois termos que esclarecem de forma mais precisa (e com maior clareza nas Escrituras) o advento do Messias:

1ª VINDA: MESSIAS SUMO-SACERDOTE

2ª VINDA: MESSIAS REI

Explicação dos casos:

Que todo judeu sabe que virá o Mashiach, isso todos sabem, agora o que cada um entende por “vinda do Mashiach”, é nisto que existe a discordância, uns creem que só existirá o “David”, o Messias rei, que porá um fim em todas as tragédias do mundo e restaurará o reino de Israel; outros já creem em uma “era messiânica” onde serão tempos de paz e juízo, e por fim, tem quem creia que o Messias já veio, subiu aos céus e no fim dos tempos voltará. Para sabermos quem está correto nesta história, primeiro vamos entender: O que significa a palavra “Messias”?

MASHIACH= MESSIAS= UNGIDO (com óleo de unção)
Messias é um ser/pessoa que era ungido com óleo e eleito para determinada função. Esta função era realmente algo muito sério, que envolvia uma obra do Eterno nos céus e na terra.

Quem foi ungido, de acordo as Escrituras?

1.UMA PEDRA:

“E se levantou Yaakov (Jacó) de manhã, e tomou a pedra que havia posto por cabeceira, e a erguer por sinal, e DERRAMOU AZEITE/ÓLEO SOBRE ELA”
Gênesis 28: 18
2.OS SACERDOTES:

“E levarás a Aharon (Arão) e seus filhos à porta do tabernáculo de reunião e lavá-los-á com água. E tomarás as vestes e vestirás a Arão a túnica, o manto do efode, o efode e o peitoral, e o cingirás com o cinto do efode. E porás a mitra sobre sua cabeça e sobre a mitra porás a diadema santa. Logo, tomarás o ACEITE DA UNÇÃO E DERRAMARÁS SOBRE SUA CABEÇA, E OS UNGIRÁS.”
Êxodo 29: 4-7

“E UNGIRÁS também a Arão e seus filhos, e os consagrarás para que sejam meus sacerdotes.”
Êxodo 30: 30

3.O MISHKAN (A TENDA SAGRADA) E SEUS OBJETOS:

“Com ele (o óleo de unção) UNGIRÁS a Tenda do Encontro (Ohel Moed), a Arca do Testemunho. A mesa com todos os seus utensílios, e a Menorah (castiçal) com todos os seus utensílios, e o altar de incenso. O altar de holocausto com todos os seus utensílios, e a fonte de sua base. Assim os consagrarás e serão coisas santíssimas: tudo o que tocar neles será santificado.”
Êxodo 30: 26-29

4.OS REIS:

“Enviou, pois, por ele e o fez entrar; e era ruivo, formoso de olhos e bom de aparência. Então o Eterno disse: Levante-se e unge-o porque é este. E Shmuel (Samuel) tomou o cifre DE ACEITE, E O UNGIU no meio de seus irmãos, e desde aquele dia em diante o Espírito do Eterno veio sobre David (Davi). Se levantou logo Samuel e voltou a Ramá.”
I Samuel 16: 12-13

“E lhe disse o Eterno: Vê, volta por teu caminho, pelo deserto de Damasco: e chegarás, e UNGIRÁS a Hazael para ser rei da Síria.”
I Reis 19: 15


O PROFETA ELISEU:

“e Jeú, filho de Ninsi UNGIRÁS para ser rei em Israel, e a Elisha (Eliseu), filho de Safat, de Abel-mehola, UNGIRÁS para que seja profeta em teu lugar.”
I Reis 19: 16

Como podemos observar, não era qualquer um que poderia ser ungido, eram pessoa específicas que tinham funções muito importantes no ministério divino instituído pelo Eterno. E é importante dizer, o Eterno proíbe qualquer tipo de unção que não seja de sua ordem:

“E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Este será meu azeite da santa unção pelas vossas gerações. Sobre cabeça de homem NÃO SERÁ DERRAMADO, nem fareis outro semelhante, conforme sua composição, santo é, e por santo o tereis vós. Qualquer que compor unguento semelhante e o puser sobre estranho, será CORTADO do seu povo.”
Êxodo 30: 31-33

O texto é claro: NÃO se deve fazer óleo de unção semelhante ao feito para a Tenda e sair ungindo qualquer pessoa. O óleo da unção é para ungir os UNGIDOS DO ETERNO, ou seja, SOMENTE estes que ele mesmo designou.
Agora que já entendemos o que é Messias e quem deveria ser ungido, vamos prosseguir.

QUEM FOI UNGIDO PRIMEIRO?

Seguindo a ordem cronológica dos fatos nas Escrituras, o primeiro ser ungido não foi um ser humano, e sim uma PEDRA que recebeu óleo de unção pelo patriarca Jacó nas terras de Or (Luz) que depois se chamou Beit-El (Betel= Casa de Deus). E o interessante que o patriarca não se preocupa em ungir o local onde ele viu em sonhos a escada que toca nos céus, e sim a pedra onde ele apoiou sua cabeça, e é interessante porque as pedras, por serem objetos resistentes e duradouros, simbolizam ETERNIDADE.

Agora entendemos o porquê o Eterno escreveu as suas 10 palavras em tábuas de PEDRAS (Ex. 31: 18), para simbolizar que aqueles mandamentos escritos deviam ser praticados pelo povo ETERNAMENTE, pois eram palavras divinas.
Então podemos concluir, que Jacó ungiu a pedra para simbolizar que ali onde ela estava eram os alicerces da Casa do Eterno, e claro, a casa do Eterno é eterna assim como Ele.

Depois, vemos que Arão e seus filhos foram designados SACERDOTES, e os sacerdotes eram pessoas UNGIDAS. E por que disto? Qual o dever dos sacerdotes? Ou melhor, qual o deve de Arão, o GRANDE sacerdote?

-Os sacerdotes eram os responsáveis pelo serviço ministerial na Tenda do encontro (eterno), e posteriormente, no Templo em Sião;

-Eles tinham que usar roupas muito específicas determinadas na Torah.

-Eram os responsáveis pela “expiação dos pecados”, o ato de sacrificar um animal limpo, sem defeitos, como forma de conseguir o perdão do Eterno pelos pecados cometidos pelo povo (e por eles mesmo).

-Eles eram os responsáveis por ensinar o povo as palavras divinas (da Torah) e por exortá-los quando pecassem (este ofício fica mais claro quando lemos os livros dos profetas, que em sua maioria, eram de família sacerdotal, ver Jr. 1:1 por exemplo);

-Antes dos sacerdotes começarem o seu ofício, ele deveria ser LAVADO com água, deveria por as vestes santas, deveria ser UNGIDO com o aceite da unção, e no caso da primeira unção (de Arão e seus filhos), eles deveriam por suas mãos sobre um bezerro para “transferir” os seus pecados ao animal, e parte do sangue do animal era ESPARGIDO sobre as vestes santas como parte da consagração (ver Ex. 29: 1-21).

O sumo sacerdote e suas vestes:

O termo hebraico para sumo sacerdote é “Gadol Cohen”. A palavra “Gadol” significa em sua essência, GRANDEZA; SUPERIORIDADE; O MAIS ALTO CARGO DE UMA HIERARQUIA, e esta palavra pode ser traduzida como “grande”, “maior”, “sumo” ou qualquer outro termo que demonstre a pessoa/ser um destaque de maioridade entre os demais de seu gênero. No caso do Sumo Sacerdote, ele é o GRANDE sacerdote, o principal de todos os sacerdotes, incomparável aos demais; e sendo este superior aos outros, as suas vestes e seu ofício eram de maior responsabilidade também.

-Nas suas vestes, ele tinha um peitoral onde ele carregava doze pedras preciosas. Nestas pedras estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel. Também carregava o Urim e o Tummim (Ex. 28: 15-30);

Explicação: Este peitoral com estas pedras simboliza que o sumo sacerdote era responsável ETERNAMENTE (lembra o que significam as pedras?) pelo julgamento dos nomes ali escritos (os das doze tribos de Israel).

-Sobre o turbante do sumo sacerdote, estava atada uma lâmina de ouro puro, na qual estava escrito: “KODESH LA’ADONAI- SANTIDADE AO ETERNO” na parte frontal do turbante (Ex. 28: 36-39);

Explicação: O Eterno queria deixar de forma muito clara a todo o povo que o sumo sacerdote era um homem SANTO, ALTAMENTE SEPARADO AO ETERNO, e este era responsável por manter a santidade das coisas santas. O líder de todos no que diz respeito ao ministério no local santo do Eterno. Também é para lembrar ao povo que o sumo sacerdote é quem “carregaria” a iniquidade concernente às coisas santas que os filhos de Israel consagraram (lembrando que o próprio povo é considerado uma santidade ao Eterno, pois o mesmo deseja que seu povo seja santo, ver Lev. 20: 7).

O dever do sumo sacerdote:

-Além dele fazer os ritos concernentes aos sacerdotes, ele tinha a missão de entrar no “Santos dos Santos”, o local mais sagrado da Tenda, uma vez por ano, no Yom Kippur (Dia da Expiação) para ali fazer expiação pelos pecados do povo (Ex. 30: 1-10)

Resumo sobre o sumo sacerdote:

Então vamos resumir o trabalho do sumo sacerdote:
-Ele era o GRANDE sacerdote, o líder do sacerdócio de sua época;

-Ele tinham um peitoral com doze pedras (simbolizando as tribos de Israel), mais as pedras de Umin e Tummin, para simbolizar que ele era o responsável pelo julgamento das doze tribos, seja para o bem ou para o mal;

-Ele carregava sobre sua cabeça uma lâmina escrito “SANTIDADE AO ETERNO” como forma de expor a sua santidade;

-Ele “carregava” sobre si as culpas dos israelitas sobre as coisas santas (o próprio povo é uma coisa santa);

-Moisés salpicou sangue de bezerro sobre as vestes santas de Arão (o primeiro sumo sacerdote);

-Ele era responsável por entrar no Santo dos Santos, uma vez por ano no Yom Kippur, para alí fazer expiação por todo o povo.

-O ministério do sumo sacerdócio é eterno.

Sem dúvidas, o sumo sacerdote era um homem de extrema importância. Existe mais a ser dito sobre ele, mas para isso, convidarei o leitor a estudar mais as Escrituras, pois senão o estudo ficará demasiadamente longo. Vamos para o próximo tópico:

A TENDA DO ENCONTRO (O MISHKAN):

A Tenda do Encontro (ou se fazermos uma brincadeira com o hebraico, a “Tenda do Para Sempre”) também tinha que ser consagrada e ungida junto com os seus objetos, e o motivo não são um, e sim muitos.
Precisaríamos de um estudo só para falar da Tenda, pois cada objeto tem um significado e nos leva a pensar em várias coisas, mas para sermos objetivos, vamos lembrar que um tenda é uma MORADA PROVISÓRIA E MÓVEL.

-Se ela é uma morada, então podemos dizer que a tenda é uma “Casa do Eterno”, e se ela é uma Casa do Eterno, podemos ir mais além e compará-la a cidade santa, Yerushalaim (Jerusalém), pois é a única cidade chamada claramente pelas Escrituras de Casa do Eterno (Sl. 122);

-Se ela é móvel, podemos então compará-la aos seres vivos que se locomovem, em especial o ser humano;

-Logo, podemos concluir que a Tenda do Encontro foi construída para demonstrar a vontade do Eterno de habitar no meio dos seus seres viventes, em especial o seu povo de Israel, afinal, ele mesmo declara que deseja habitar no meio/dentro de nós (Ex. 25: 8).

O REI:

Muito tempos depois das unções da Tenda e dos sacerdotes, o Eterno pede para se ungir aqueles que seriam os reis em Israel, e é muito simples entender o motivo: Porque estas pessoas seriam os REIS.
Um rei é a autoridade máxima no regime político chamado monarquia, ele é o grande líder de toda a nação, no caso dos reis de Israel não era diferente, com o detalhe que este povo em específico tem uma forte ligação com o Divino, e logo, o rei era responsável por manter a ordem e a obediência das pessoas a Torah. Quando o rei se desviava dos bons caminhos, o povo seguia o seu exemplo.

O PROFETA ELISEU:

O motivo pelo qual Eliseu foi ungido está escrito no próprio texto em I Reis 19: 16, pois ele seria o sucessor de Eliyahu Hanavi (Elias, o profeta). Os profetas não obrigatoriamente deveriam ser ungidos, embora sua grande maioria era, pois os mesmo eram de família sacerdotal (exemplo: Jeremias, filho de Hilquias, dos sacerdotes de Anatote, Jr. 1: 1).

Agora, podemos responder uma simples pergunta:

QUEM VEIO PRIMEIRO? OS SUMO SACERDOTES OU OS REIS?
Resposta: Os sumo sacerdotes, e MUITO TEMPO DEPOIS, os reis.
Agora estamos prontos para seguir ao próximo passo:
O MESSIAS DEVERIA SER PEDRA, TENDA, SACERDOTE, REI OU PROFETA?
Ninguém discorda que o GRANDE Messias, aquele que trará a redenção do Eterno a este mundo, é um homem diferente dos demais, não no aspecto físico, mas que sua essência tem origem divina:

“Mas tú, Beit-Lechem Efratah (Belém Efrata), pequena para estar entre as famílias de Yehudah (Judá), de ti sairá o que será legislador em Israel, e suas saídas são desde a antiguidade, desde os dias da eternidade.”
Miquéias 5: 2

Logo, se ele é um homem “predestinado” pelas Escrituras, os seus feitos (ou boa parte deles) devem estar relatados também, e pelo os seus feitos, podemos saber qual é a sua “profissão”.
Afinal existem coisas que são obvias demais: Se você faz cirurgias nos dentes das pessoas, então você é um DENTISTA, se você defende o seu cliente em tribunal, então você é ADVOGADO, e por ai vai...
Vejamos quais as funções do Messias que suas profissões que as Escrituras nos declaram:
Ele de fato, deverá ser rei:

“Eis que vêm dias, diz o Eterno, em que levantarei a Davi um renovo justo, e REINARÁ COMO REI, no qual será ditoso, e fará juízo e justiça sobre a terra. Em seus dias será salvo Judá e Israel habitará segura, e este será o nome no qual o chamarão: Senhor, Nossa justiça”
Jeremias 23: 5-6

Se o texto diz que ele será rei, então todas as atribuições de um rei lhe são atribuídas (por questões lógicas). E sempre que as Escrituras falam desse Messias Rei, o texto sempre está ligado a um contexto escatológico, ou seja, este Messias Rei só exercerá sua função de rei no Fim dos Dias.
E além de rei, as Escrituras também nos ensinam que o Messias deveria ser SACERDOTE.
Mas onde está escrito isto?
“Então [O Eterno] me fez voltar para o caminho da porta exterior do santuário, que olha para o oriente, a qual estava fechada. E disse-me o Eterno: Esta porta permanecerá fechada, não se abrirá; ninguém entrará por ela, porque o Eterno, o Deus de Israel entrou por ela; por isso permanecerá fechada.

“Quanto ao NASI (príncipe?), o Nasi (príncipe) é ele, se assentará ali, para COMER O PÃO diante do Eterno; pelo caminho do vestíbulo da porta entrará e por esse mesmo caminho sairá.”
Ezequiel 44: 1-3

Comer o pão? Que pão?

No texto acima diz que o Messias, o NASI (príncipe?) passará pela porta que dá acesso ao Templo (atualmente esta porta está FECHADA, pois a mesma está na parte árabe da cidade santa), ali se assentará e comerá o PÃO diante (a face) do Eterno. O detalhe está que se o Messias cruzou aquela porta, então ele entrará no TEMPLO que está (estará) do outro lado da porta, e se ele vai comer pão, então este pão é o que está DENTRO do Templo, um alimento permitido SOMENTE AOS SACERDOTES. Como podemos ver:
“e porás sobre a mesa [da Tenda do encontro] o PÃO DA PREPOSIÇÃO DIANTE DE MIM continuamente.”
Êxodo 25: 30

“e Arão [o sumo sacerdote] e seus filhos [os sacerdotes] COMERÃO a carne do carneiro e o PÃO que estará no cesto à porta da Tenda do Encontro. E comerão aquelas coisas com as quais se fez expiação, para limpar e consagrá-los; mas o estranho [pessoa que não é sacerdote] NÃO as comerás, porque são santas.”
Êxodo 29: 32-33

“Também tomarás da flor de farinha, e dela cozerás doze PÃES; cada pão será de duas dízimas de um efa. E os porás em duas fileiras, seis em cada fileira, sobre a mesa pura, perante o Eterno. E sobre cada fileira porás incenso puro, para que seja, para o pão, por oferta memorial; oferta queimada é ao Eterno. Em cada dia de sábado, isto se porá em ordem perante o Eterno continuamente, pelos filhos de Israel, por aliança perpétua. E será de ARÃO E SEUS FILHOS [os sacerdotes], os quais o COMERÃO NO LUGAR SANTO, porque uma coisa santíssima é para eles, das ofertas queimadas ao Eterno, por estatuto perpétuo.”
Levítico 24: 5-9

CONCLUSÃO:

O Messias comerá o pão da preposição diante [da face] do Eterno, e se ele vai comer no LUGAR SANTO (no Templo) o pão que é destinado SOMENTE aos SACERDOTES, então, é fácil concluir que ele além de rei, é TAMBÉM sacerdote.
E se ele é sacerdote, então lhe cabem também as funções de sacerdote ao qual já falamos anteriormente. Entre elas, ele deve CARREGAR as culpas do povo.
Agora mais um texto que fala do sacerdócio do Messias:

“E jurou o Eterno e não se arrependerá: Tu és um SACERDOTE eterno, segundo a ordem de Malki-Tsedék (Melquisedeque).”
Salmos 110: 1-4

De acordo as Escrituras, Melquisedeque era além de sacerdote, ele era um rei, logo, o texto nos declara que o Messias, assim como ele, deveria ter os dois ofícios.
O MESSIAS DEVERIA CUMPRIR DE UMA VEZ OS SEUS DOIS OFÍCIOS?

Então após ler tudo o que foi dito acima, alguém ainda pode pensar que o Messias deve sim ser sacerdote e rei, mas que ele de uma única vez cumprirá o seu ofício. Mas esta opção é válida?
Todos os textos que falam de um Messias rei, falam que ele irá JULGAR e ensinar a “sua Torah/doutrina” as nações:

“Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre ele o Espírito do Eterno, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Eterno. E deleitar-se-á no temor do Eterno; e não JULGARÁ segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos. Mas JULGARÁ com justiça aos pobres, e repreenderá com eqüidade aos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará ao ímpio.”
Isaías 11: 1-4

“Não faltará, nem será quebrantado, até que ponha na terra a justiça; e as ilhas aguardarão a sua Torah/lei.”
Isaías 42: 4

Porém, para julgar como rei, ele deve antes redimir aqueles que são os seus, ou seja, ele deve limpar as pessoas que se converteram ao Eterno e assim ele fará um juízo justo. E como ele faria um julgamento e uma expiação do pecado ao mesmo tempo?
Todas as profecias ligadas ao Messias Rei estão conectadas com os tempos do fim, e nos tempos do fim não há abertura nas profecias para se fazer expiação por ninguém, serão tempos de JULGAMENTO DIVINO, quem tiver que ser remido, deverá ser remido ANTES do julgamento.
Então antes que o Messias venha como Rei para julgar, ele deve antes vir como sacerdote para ensinar, exortar e fazer expiação pelos pecados. Ele deve ser “lavado com água” como Arão e seus filhos foram, ele deve ter sangue espargido sobre suas “vestes” santas, deve carregar sobre si o peitoral com as pedras de julgamento e também deve entrar no Santo dos Santos para fazer a expiação do Yom Kippur. Enfim, o Messias deve fazer TUDO o que diz respeito ao seu serviço de sacerdote para TEMPOS DEPOIS exercer o seu serviço de rei fiel, segundo a extirpe de Davi.
CONCLUSÃO: Não há como haver Messias Rei antes que venha o Messias Sumo Sacerdote, pois e necessário que ele faça seu serviço de expiação durante a prolongação deste mundo para depois fazer seu serviço de julgamento no fim deste mundo.
Logo, podemos entender que a vinda do Messias se divide em pelo menos duas partes:

1ª VINDA= MESSIAS SUMO SACERDOTE

2ª VINDA= MESSIAS REI

FINAL:

Eu penso que este argumento é mais válido do que o “Mashiach ben Yossef; Mashiach ben David”, que embora seja válido, não tem uma base escriturística válida para os “saduceus” de plantão. É claro que podemos dizer muito mais sobre o assunto, mas convido o leitor a estudar mais sobre o tema e serão que a 2ª vinda do Messias é algo totalmente provável pelas Escrituras, algo que vai muito além do que um ”achismo” de um grupo de judeus do primeiro século.

QUE A PAZ ESTEJA COM TODOS!!!!




Autor: Douglas Lima


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domingo, 2 de novembro de 2014

O USO DO KIPÁ É ANTI-BÍBLICO??



O USO DO KIPÁ É ANTI-BÍBLICO???

1 – Introdução:

Não é novidade para ninguém que na internet há muita coisa boa e aproveitável, mas tem também muito LIXO descartável, frequentemente vejo postagens na net criticando e condenando o uso de certos costumes e tradições deixadas por nossos Patriarcas e praticados por nosso povo a milênios tais como o uso da Estrela de David (מגן דוד - Magen David), o uso de cobertura sobre a cabeça (precisamente do Kipá), o uso do Talit entre outras coisas, na realidade, quem se coloca contra estes costumes desconhecem completamente o verdadeiro contexto sócio-cultural e religioso do povo de Yisrael do passado bem como dos yehudim notzerim (judeus nazarenos) históricos que viveram no primeiro século da era comum, em primeiro lugar é preciso saber que, os nazarenos históricos eram JUDEUS de verdade vindos do judaísmo comum e não cristãos gentios, se eram judeus então DESCONHECIAM dogmas cristãos tais como trinitarismo e unicismo criados séculos mais tarde pelos ditos pais da igreja romana, eles praticavam a Fé Patriarcal de Avraham, Yitz’chak e Ya’akov, a Fé que uma vez foi dada aos tzidakim (ver Judas 1:3), tudo isso faz-se necessário saber para se evitar certas bobagens que estão sendo postadas na internet.

Também fico muito triste quando vejo postagens de duras críticas contra Yisrael como nação e contra o judaísmo como instituição religiosa, sabemos que o judaísmo   comum está afastado da verdadeira Fé Patriarcal, mas Yisrael será sempre o povo eleito do Eterno, NADA nesta terra tirará este status deles, apenas Adonai pode julga-los, critica-los, condena-los ou Restaura-los, Yisrael é um assunto de D’us e NINGUÉM tem que se envolver nisso.
  
Entrando no mérito da questão, alguns alegam que o kipá é apenas uma tradição determinada pelo Talmud ou pela tradição judaica, porém quando estudamos as Escrituras dentro do contexto hebraico percebemos que o uso de coberturas sobre a cabeça era permitido e, em alguns casos até instituído pelo Eterno, que homens cubram suas cabeças em oração ou adoração. Este é um estudo do hebraico e do aramaico na Torah e nos Ketuvim Notzerim respectivamente para esclarecer o uso do kipá ou qualquer outra forma de cobertura sobre a cabeça. Deixem-me apenas esclarecer uma coisa: A COBERTURA DA CABEÇA NÃO PRECISA OBRIGATORIAMENTE TER O FORMATO DE UM KIPÁ TRADICIONAL.

2 - No Princípio:

Vamos voltar ao Princípio, em B’reshit/Gênesis 1:26 onde o Eterno criou o homem à Sua imagem e semelhança. Originalmente o homem era coberto das vestes de luz (or) e glória (kavod) por majestade e esplendor, tal qual proclamado em Tehilim/Salmos 104:1-2: "Eterno D’us meu, tu és magnificentíssimo; estás vestido de glória e de majestade. Ele se cobre de luz como vestes...". Sabemos disto por causa da palavra "nu" no hebraico em B’reshit. Antes da queda do homem, a palavra "arom" é usada em B’reshit 2:25, o que indica um estado de nudez parcial. Já depois da queda, a palavra usada em B’reshit 3:7 é a palavra 'erom', que significa no hebraico uma nudez completa. Algo aconteceu ao homem quando ele caiu. Ele perdeu a "cobertura" que tinha recebido do Eterno na criação. E o Eterno o vestiu em B’reshit 3:21 com uma roupa substituta que Ele mesmo fez.

Atualmente, estamos em semelhança à carne do pecado (Romanos 8:3) e não ao Eterno. Não somos mais perfeitos como Ele nos ordenou sermos (Matitiyahu/Mateus 5:48) por causa da queda. SOMENTE YESHUA É ATUALMENTE IMAGEM E SEMELHANÇA DO ETERNO (1 Cor. 11:7; 1 Cor. 15:49; Rom. 8:29). Na ressurreição, nasceremos de novo em Sua imagem e semelhança, como filhos de Elohim - O Único e Verdadeiro, depois de deixarmos de lado esta carne pecaminosa e corruptível e nos vestirmos com um corpo incorruptível como o de Yeshua.

3 - Moshe, Nosso Exemplo:

Um de nossos grandes exemplos na Torah é o de Moshe Rabeinu (Moisés, nosso professor). Em Shemot/Êxodo 3:4-5, o Eterno ordena a Ele que remova as sandálias pés ele estava em solo santo. Moshe, sendo um pastor no deserto de Midian certamente usava algum tipo de cobertura na cabeça para protegê-lo do sol escaldante e do calor do deserto, mas o Eterno NÃO ordenou que ele removesse a cobertura da cabeça ao entrar em Sua presença.

Depois do Êxodo do Egito, o Eterno disse a Moshe que separasse os primogênitos como cohanim (sacerdotes) a Ele (Shemot/Êxodo 13:1-2, 19:3-24, 24:4-8). Isto mudou após o incidente do bezerro de ouro e o Eterno escolheu os filhos de Levi para serem cohanim uma vez que os primogênitos haviam pecado contra Ele. Eles se desqualificaram do ofício de sacerdote por causa da idolatria. O Eterno os ordenou que removessem os "ornamentos" no Monte Horev. A palavra aqui é 'adi', que significa adorno, correia, coroa ou cobertura para a cabeça. Ao remover a 'cobertura para a cabeça' deles, o Eterno os removeu do ofício de sacerdotes. A "glória, honra e esplendor" foram removidos deles e dados à tribo de Levi. Ao sacerdócio levítico/aarônico foi comissionado ministrar diretamente ao Eterno no Mishcan (Tabernáculo) - vide Shemot/Êxodo 28:1 e Bamidbar/Números 8:16

4 - Vestes Sacerdotais:

As vestes sacerdotais foram dadas aos cohanim (sacerdotes) e aos levi'im (levitas) para "glória e ornamento". (Shemot/Êxodo 28:2). Também lemos em Yeshayahu (Isaías) 61:3-7: "...vestes de louvor... Porém vós [TODO YISRAEL, e não somente os levi'im] sereis chamados sacerdotes do Eterno, e vos chamarão ministros de nosso D’us...lugar da vossa vergonha [ou nudez]". No Reino do Eterno, todo Yisrael será feito sacerdotes a Ele, conforme dito em Shemot/Êxodo 19:6. Creio que estes são os B'nei Tzadok (Filhos da Justiça) em Yecheskel/Ezequiel 44:15 e Apocalipse 20:6. De acordo com os Ketuvim Notzerim, somos todos sacerdotes AGORA (1 Kefá 2;5; Ap. 1:6). Como sacerdotes, o Eterno nos deu vestes para cobrir nossa "nudez" e refletir a Sua glória, esplendor e beleza: o Talit e a cobertura da cabeça.

5 - Cobertura Para as Cabeças:

A palavra usada em Shemot/Êxodo 29:9 e 39:28 para se referir à peça de vestuário usada pelos cohanim (sacerdotes) como parte de suas vestes é migbaá. A palavra 'migbaá' deriva da palavra 'Gueba', que por sua vez vem de uma raíz léxica pouco usual: 'Guebia'. Esta raiz significa algo convexo, um cálice de uma flor, um copo ou tigela. O Dicionário Bíblico "The Interpreter" volume 1 página 532 diz (e aqui traduzimos que: "o chapéu de um sacerdote era um objeto cônico de linho aveludado que era preso à cabeça do sacerdote como SINAL da sua investidura. O chapéu era um item peculiar das vestes sacerdotais". Pelo que vemos do significado hebraico da palavra, associado à descrição dada por este dicionário, concluímos que os cohanim (sacerdotes) usavam uma cobertura convexa e aveludada no serviço ao Eterno. Não é difícil perceber que este 'design' é extremamente semelhante ao do kipá moderno!

A mitra (ou turbante oficial) do Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) é chamada no hebraico de mitsnefet. De acordo com Philo e com Josefus era uma cobertura tradicional de um sacerdote porém com um turbante azul escuro por cima. Josefus (Antiq. 111.7.3,6) diz que a cobertura de cabeça dos sacerdotes era feita dobrável e por isto se tornava como um kipá atual. O comentário de Clarke, vol. 1, página 445 nos diz que "mitsnefet vem da raiz 'enrolar' (tsanaf) ou envolver, e evidentemente significa o mesmo que a cobertura de cabeça tão usual nos países do oriente, à qual chamamos de turbante..' Nota: apenas o Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) usava turbante ou mitra, enquanto os cohanim (sacerdotes) regulares usavam algo semelhante a um kipá!

Os Ketuvim Notzerim dizem que somos sacerdócio santo (isto é, separado) oferecendo sacrifícios espirituais ao Eterno (1 Kefá 2:5). Não deveríamos então ter algum tipo de cobertura para a cabeça ao ministrarmos como sacerdotes perante o Eterno? Lembrem-se: estamos falando apenas da Torah, e não de tradição ou mesmo do Talmud. O interessante é que, de acordo com a Torah, o Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) jamais poderia descobrir sua cabeça, mesmo quando lamentando pelos mortos (ver Lev. 21:10-11). Yeshua é o nosso Sumo Sacerdote segundo a ordem de Malki-Tsedek (Ivrim/Hebreus 6-8, Tehilim/Salmos 110:4-6). Não é difícil de imaginar que Ele use uma cobertura de cabeça ao ministrar como nosso Sumo Sacerdote no Mishcan (Tabernáculo) celestial.

6 - O Noivo:

Yeshayahu (Isaías) 61:10 diz: "...como um noivo se adorna com turbante sacerdotal..." Aqui a palavra que é traduzida erradamente como turbante é pe'er, que significa 'embelezamento', isto é, uma bela cobertura de cabeça. Repare que este verso diz que o noivo usa uma cobertura de cabeça no seu casamento! Yeshua está voltando como NOIVO para casar-se com Yisrael depois da tribulação, e para as bodas de casamento do Cordeiro. Não é difícil supor que Ele estará usando uma cobertura na cabeça.

7 - O Rei David:

David HaMelech (O Rei David), um homem segundo o coração do Eterno, estava adorando com a cabeça coberta quando suas orações foram atendidas. Em II Sh'muel 15:30-37, David foi ao monte das oliveiras (exatamente como Yeshua fez posteriormente) chorando, descalço, e com sua cabeça coberta. E TODOS cobriram suas cabeças e subiram chorando... e David disse: "Ó Eterno, oro a Ti..." David estava buscando a face do Eterno, pedindo por socorro. E ele estava ORANDO COM A CABEÇA COBERTA. Se o Eterno o atendeu, então por que alguns condenam o uso da cobertura da cabeça??? Infelizmente interpretam ERRADAMENTE as palavras do rabbi Shaul haShaliach.

8 - O Livro de Daniel:

Chananiyah, Mishael e Azrariyah foram três judeus levados cativos a Bavel (Babel/Babilônia) entre 598 e 582 AEC. Daniel e estes três judeus serviram na corte de Nabucodonosor. Eles SE RECUSARAM a se contaminarem com o paganismo de Bavel (Babel/Babilônia). Em Daniel 3:21, vemos que eles SE RECUSARAM A SE PROSTRAREM perante os deuses e costumes da região e foram jogados na fornalha ardente com sua 'Karbalá'. Esta palavra aramaica também significa 'cobertura de cabeça' ou turbante. Vemos então claramente que o kipá NÃO É um costume babilônio como alguns alegam. Sabemos que os babilônios usavam chapéus ou turbantes em seu dia-a-dia, mas isso não significa que os judeus importaram o costume deles. Aqui vemos claramente que os judeus JÁ USAVAM COBERTURA DE CABEÇA ANTES do cativeiro. Sabemos também que no Oriente Médio muitos homens usam cobertura de cabeça. Ou seja, os judeus levaram este costume ao exílio em Bavel (Babel/Babilônia). Eles não aprenderam este costume lá como alguns erroneamente alegam. Yechezkel (Ezequiel), que profetizou um pouco antes do cativeiro, recebeu uma ordem do Eterno para por o seu "turbante" na cabeça em Ezequiel. 24:15-17 e novamente em 20-23!

9 - O Comentário de Shaul haShaliach:

Passarei agora a mostrar alguns pontos usados erroneamente e de maneira leviana para tentar desviar a mente do leitor do verdadeiro sentido do texto bíblico e das palavras de Shaul, derrubando com todos os SOFISMAS. Algumas pessoas infelizmente por falta de conhecimento histórico, fazem uma leitura super equivocada das palavras de Shaul em I Coríntios 11, pois não levam em consideração os aspectos culturais, sociais, históricos e religiosos da época, Shaul não está falando neste texto sobre nenhuma cobertura sobre a cabeça, e nem poderia, pois ele era fariseu e também usava Talit, Yeshua declarou que os fariseus alongavam as franjas de seus Talitôt com o fim de serem vistos pelos homens(ver Mateus 23:5), logo, os fariseus usavam Talit, o contexto cultural do texto mostra se tratar de CABELOS e não de coberturas externas, a Carta de Shaul haShaliach foi primeiramente endereçada aos irmãos da cidade de Corinto, na Grécia. Corinto é até hoje uma cidade portuária muito importante, pois recebe embarcações de todas as nações através do Mar Mediterrâneo. Corinto foi uma autêntica metrópole, abrigando gente de todas as culturas antigas. A cidade oferecia aos viajantes, mais divertimento e opções culturais que outros portos. Naqueles dias, havia um culto a uma deusa chamada Afrodite, que era tida como a deusa da fertilidade. E nesses cultos havia a presença de prostitutas e prostitutos culturais, que tinham relações sexuais durante a cerimônia. A maioria delas tinha a cabeça raspada. O seu templo abrigava mais de 1000 prostitutas. A cidade tornou-se símbolo da promiscuidade e decadência moral. Este culto passou ser uma tradição da cidade e infelizmente existe até hoje na Grécia. Por volta do ano 50 Shaul morou nesta cidade por um período de 18 meses (ver Atos 18:11), onde ensinou a Bessorah, e mesmo debaixo de perseguição deixou ali uma Congregação implantada. Depois que partiu, Shaul escreveu uma carta, hoje perdida (I Coríntios 5.9). Talvez em resposta a essa carta, os crentes lhe redigiram algumas perguntas inquietantes.
A cultura judaica era diferente dos costumes de Coríntios. As mulheres gregas vestiam-se de modo diferente das judias. Os judeus jamais comeriam uma comida vendida em mercado comum, principalmente sacrificada a ídolos. Um judeu de modo algum permitiria que suas mulheres falassem nas sinagogas, mas na cultura helênica, contanto que cobrisse a cabeça, as mulheres receberiam permissão para orar, profetizar e exercer algumas atividades. Porém, devemos atentar ao FOCO principal do texto, Shaul está falando de CABELO e não de Talit ou qualquer outra Mitz'vá da Torah, quem comete este erro são aqueles que não entendem a real contextualização, também havia em Corinto certos adoradores de Afrodite que eram homossexuais e deixavam os cabelos crescerem igual as mulheres, e que faziam parte dos prostitutos cultuais, Shaul engloba toda esta situação quando ele diz: "Ou não ensina a própria natureza que é desonroso para um homem usar cabelos compridos?" (verso 14), este verso liquida toda a questão acerca do entendimento do texto em si, Shaul não está se referindo a nenhuma forma de cobertura como turbante ou Kipá(que nem existia na época) e nem poderia, pois ele mesmo praticava todos os costumes referente a adoração, inclusive de raspar a cabeça igual como nós judeus fazemos até hoje quando tomamos algum voto(ver Atos 18:18), *verifiquem no rodapé da Bíblia de Jerusalém, eles confirmam esta exposição.

10 – Conclusão:

Concluindo, o artigo nos mostrou que no meio do povo de Yisrael o uso de cobertura sobre a cabeça era tanto comum como aceitável diante do Eterno em vários pontos tais como:

* O uso do Turbante na adoração e serviço religioso dos sacerdotes ver Levítico 10:6 e 21:10.

* No Ato nupcial de um casamento israelita ver Isaías 61:10.

* No Ato de contrição ao Eterno por um momento difícil onde se requeria um momento de oração e súplica ao Eterno ver II Samuel 15:30-31

* Como uso costumeiro de cobrir a cabeça por tradição israelita mesmo fora da terra de Yisrael ver Daniel 3:21

* Como uso costumeiro entre os profetas e homens de D’us, mesmo em face da dor, eles não tiravam suas coberturas da cabeça ver Ezequiel 24:17-23

Todos estes textos são exemplo do uso costumeiro de coberturas na cabeça pelo povo de Yisrael, e os judeus nazarenos sendo israelitas naturais continuaram seguindo os mesmos costumes e tradições milenares ora por mandado divino, ora por tradição étnico-semítico.
Contudo, quando nós judeus reconhecemos Yeshua como nosso Mashiach, pela Fé, somos restaurados ao sacerdócio, nos envolvemos na sua santidade e vestimos as vestes da sua salvação, todo Yisrael pode novamente ser uma nação de sacerdotes! Colocamos o capacete da Salvação em nossas cabeças (Ef. 6:17) reparem como até na Aliança Renovada temos coberturas sobre a cabeça. Mais uma vez estamos vestidos com a glória dele, e com seu esplendor. O kipá e o talit são símbolos físicos e também memoriais desta justiça, podemos como SACERDÓCIO REAL praticar a justiça (lvrim/Hebreus 10:21-27). Podemos dizer ainda que neste mundo ESTAMOS “TREINANDO’’ PARA REINARMOS COMO COHANIM (SACERDOTES) NO REINO VINDOURO DO ETERNO!

Yeshua obteve a qualificação do sumo Sacerdócio que havia sido removido da Casa de Yisrael pelo pecado (Ez. 21:21-27) e TODO YISRAEL, não somente Levi, é chamado ao sacerdócio da ordem de Malki-Tsedek e dos B’nei Tsadok (filhos da justiça – Hebreus/lvrim 7:24-29; Ez. 44). É um sacerdócio superior (Ez. 44:10-14) ao sacerdócio terreno dado somente aos Levi’im. Neste sentido, podermos nos reunir aos da tribo de Levi e juntos cumprirmos o nosso propósito de sermos cohanim (sacerdotes) ao Eterno por toda a eternidade.




Rosh: Marlon Troccolli



segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Mente Hebraica x Mente Grego-Romana


Mente Hebraica x Mente Grego-Romana 

Introdução:

A Bíblia no original é, humanamente falando, um produto da mente hebraica. A primeira manifestação original do que hoje chamamos de “Igreja” foi também uma expressão da mente hebraica. Em algum ponto na história eclesiástica, alguém abandonou o projeto inicial dentro do contexto hebraico comum aos dias de Yeshua e o substituiu por um não-hebraico, precisamente Grego/Romano. Como resultado, o que foi construído desde então tornou-se uma caricatura do que se pretendia. Em muitos aspectos tornou-se antagônica aos milênios de historia, cultura e tradição oral herdada por gerações anteriores.

Vamos analisar algumas das diferenças fundamentais na mentalidade dos hebreus dos tempos bíblicos em contraste com a forma helenística (grego-romana) de pensar que deu surgimento a maior parte da teologia cristã.

William Barrett, explica diferenças fundamentais entre a mente Hebraica e Helenística: Fazer x Saber. Diz Barrett, “A distinção … é decorrente da diferença entre o fazer e o saber, a Hebraica está preocupada com a prática do comportamento correto que é de suma relevância, em contraste, a Helenística se preocupa com o conhecimento, o saber tem relevância sobre o fazer. Sendo assim a Hebraica exalta as virtudes morais como uma substância superior para uma vida significativa, e a Helenística exalta as virtudes intelectuais, o contraste é entre a prática e a teoria, entre o homem moral e o homem teórico-intelectual.

Isso talvez ajude a explicar o por que para muitas igrejas cristãs seu foco está nas questões ortodoxas doutrinaria, o número de denominações cristãs que existe é uma prova concreta disso. Todas crêem nos mesmos princípios básicos, mas divergem e se separam ao ponto de não terem comunhão pelas mínimas diferenças doutrinarias, mostrando que a “doutrina correta” e mais importante do que comunhão com um irmão de uma persuasão diferente da sua.

No judaísmo bíblico, é justamente o oposto. Como Dennis Prager escreveu: 

“… a crença em D-us e o agir eticamente deve ser indissociáveis, indispensável… D-us exige um comportamento correto mais do que qualquer outra coisa, incluindo liturgia a crença correta.”

Foram cristãos gentios influenciados pela filosofia grega que intelectualizaram e sistematizaram a doutrina cristã. O pior de tudo e que eles mudaram essa doutrina de forma radical. Os hebreus dos dias de Yeshua e logo a seguir a era apostólica da Igreja Judaica não tinham teologia formal ou sistematizada. A “igreja primitiva” não tinha hierarquia arraigada ou magistério por meio do qual toda a doutrina tinha de ser filtrada e aprovada.
O que os apóstolos ensinavam sobre um determinado assunto era aprendido diretamente de Yeshua que por sua vez tinha retirado da Torah ou Lei de Moisés, como também aprendido com as tradições orais e experiências coletivas do povo judeu. Eles determinavam Halacha (como andar) diretamente das interpretações dos mestres em suas comunidades. A medida que as circunstâncias mudavam eles recorriam a interpretação da Torah (Pentateuco) e determinavam a ação a ser tomada (Halacha) (cf. Mateus 18:18). Atos 15 fornece um relato de como, no mínimo, um ensinamento sobre requisitos para crentes gentios foi formado por volta de 50 e.c. Observe a natureza participativa da discussão, todos os membros da Congregação Nazarena participaram (Atos 15:4,12,22), e não apenas uma elite estava envolvida nas decisões.

Em círculos cristãos tradicionais muitas vezes é mais importante acreditar e abraçar “a coisa certa ou doutrina correta”, do que viver da maneira certa. Alguns são obcecados com credos, declarações doutrinais, teologia sistemática e ortodoxia contra a heresia, esse modo de pensar é 100% helenístico.

Para muitos de nós, ocidentais, a mentalidade hebraica é tão estranha e impossível de compreender que ao estudar as escrituras hebraicas rapidamente pulamos de volta para a zona de conforto do molde helenístico. Naturalmente ao tentarmos interpretar o texto hebraico com nossa ótica ocidental (helenística) de interpretação consequentemente será no mínimo distorcida. Note que a maior parte do Tanach ou velho testamento foi escrito em hebraico e há fortes indícios de que os evangelhos foram originalmente escritos em hebraico/aramaico e depois traduzidos para grego, de qualquer forma todos os livros do novo testamento foram escritos por judeus, portanto foram escritos por pessoas que pensavam de forma hebraica apesar de terem usado outra língua (grego).

Por exemplo, em termos de tempos “proféticos” aqui novamente mostra-se o conceito helenístico de tempo – Inicio-meio-fim – pontos numa trajetória linear. Queremos saber a ordem sequencial quando D-us vai agir, criamos um cronograma pré-ordenado dos acontecimentos e queremos eliminar os eventos do nosso “calendário profético” a medida que eles vão acontecendo. Essa mentalidade é alienígena para a mente hebraica, para ela, não interessa a seqüência exata dos acontecimentos, o que interessa é que D-us vai agir, a leitura do tempo é cíclica e não linear.

Na teologia ocidental, às vezes abandona-se a interpretação literal das Escrituras em favor de interpretações alegóricas. Isso também é tipicamente grego-romano. Interpretação alegórica abre portas para uma infinidade de exposições “criativas” que deixam o estudante das Escrituras confuso e desorientado.


Mente Hebraica x Mente Grego/Romana Parte 2

Principais diferenças entre mente Grego-Romana e Hebraica.
Obs:. Legendas: GR= Mente Grego/Romana; H= Mente Hebraica

GR – A vida é analisada em categorias precisas.
H – Toda a vida se mistura em todos aspectos.
GR – Uma divisão clara entre o natural e o supernatural
H – O supernatural afeta toda a vida.
GR – Lógica linear.
H – Lógica em bloco e ciclica.
GR – Individualismo
H – Importância em ser parte do grupo
GR – Igualdade das pessoas
H -Valor vem de um lugar em hierarquias
GR – A concorrência é boa
H – A competição é mal (melhor cooperação)
GR – Universo é centrado no homem
H – Universo é centrado em D-us-tribo-família
GR -  Valor da pessoa com base em dinheiro-bens materiais-poder
H – Valor derivado das relações familiares
GR – Vida biológica é sagrada
H – A vida social extremamente importante
GR – Aleatoriedade + causa & efeito determinam o que acontece na vida
H – D-us causa tudo em seu universo
GR – Homem domina natureza através da compreensão e aplicação das leis da ciência
H – D-us domina tudo, portanto, relacionamento com Ele determina o resultado dos acontecimentos.
GR – Poder é obtido por meio dos negócios, da política e influências.
H – Poder social é resultado de padrões pré-ordenados por D-us.
GR – Tudo o que existe é o material
H – O universo está repleto de seres espirituais poderosos
GR – O Tempo é linear e dividido em segmentos precisos. Cada evento é um novo acontecimento.
H – O Tempo é cíclico. Eventos similares constantemente reaparecem, (O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. Ecl 1:9)
GR – A História grava fatos objetivos e cronológicos.
H – A história é uma tentativa de preservar verdades significativas de forma significativa e memorável, não necessariamente fatos são  objetivos.
GR – Orientação para o futuro próximo.
H – Orientação para as lições da história.
GR – A mudança é progresso = bom.
H – A mudança é ruim = destruição das tradições.
GR – Universo evoluiu pelo acaso.
H – Universo criado por D-us.
GR – Universo é dominado e controlado pela ciência e tecnologia
H – D-us deu ao homem domínio sobre sua criação, mas haverá  Prestação de contas a D-us.
GR – Bens materiais = medida de realização pessoal.
H – Bens materiais = bênção de D-us para ser compartilhado com outros.
GR – A fé é cega
H – A fé é baseada no conhecimento – experiência pessoal e em grupo
GR – Tempo como pontos em uma linha reta, inicio-meio-fim (“neste momento no tempo …”)
H – Tempo determinado pelo conteúdo (“No dia em que o Senhor fez …”)

Mente Hebraica x Mente Grego/Romana Parte 3



Ao abordarmos as Escrituras Hebraicas com nossa mente Grego-Romana que é altamente científica sem a devida  consideração podemos produzir distorções exegéticas grotescas. Ao tentar entender a cultura hebraica dos dias bíblicos assim como aqueles que viviam nesse tempo vamos experimentar um choque cultural devido a diferença cultural e visão do mundo, seus padrões de pensamento eram bastante distinta do nosso, seus valores e percepções eram radicalmente diferente. A Bíblia foi escrita em uma era pré-científica. A língua hebraica em si é bastante diferente do nosso em muitos aspectos infelizmente muito foi perdido na tradução.

       Quando estudamos as Escrituras, ou quando consideramos a natureza do início do Novo Testamento na comunidade nazarena, temos de levar em conta as diferenças entre o pensamento hebraico e helenístico. Intelectualmente, nós somos gregos, não hebreus. Nós aplicamos raciocínio baseado nas teorias de Aristóteles e Sócrates em quase tudo que analisamos, mesmo não tenho consciência, devido ao método de ensino que fomos submetidos toda a nossa vida através da cultura em que vivemos. É extremamente difícil se desvincular  desses padrões e entrar na mente hebraica. Temos uma certa insistência  em analisar tudo em padrões logicamente consistentes, em sistematizá-los, em organizá-los, teologias cuidadosamente fundamentadas. Não conseguimos conviver com inconsistência ou contradição confortavelmente. A Divindade tem que ser bem definida e estruturada rejeitamos a idéia hebraica de que D-us é simplesmente inefável, e que o Seu livro não se encaixa em nossa sistematização. Como Abraham Heschel escreveu: 

“Ao tentar sistematizar a Bíblia, que é cheia de vida, drama e tensão, a uma série de princípios seria como tentar reduzir uma pessoa viva a um diagrama” – Livro – D-us em Busca do Homem por Abraham Heschel, p. 20.

      A mente ocidental, quando procura compreender as Escrituras ou o que significa ser um “cristão”, cria seus próprios dilemas exegéticos e teológicos. (“Se D-us é todo-poderoso, poderia ele criar uma pedra tão pesada que não conseguiria levantar?” Ou “Se D-us é amor, então por que ele permite que o mal aconteça …?”) Incansavelmente tentamos organizar tudo em blocos gerenciáveis e estruturas intelectuais, queremos que todas as perguntas sejam respondidas, todos os problemas sejam resolvidos, e todas as contradições resolvidas.

Em nossa busca incessante de transformar as Escrituras em um livro sistematizado de respostas teológicas sobre D-us, acabamos distorcendo seu conteúdo. Procuramos entender o incompreensível, D-us; tentamos transformar o abstrato em concreto. Mas, “Para a mente judaica, o entendimento de D-us não é alcançado referindo-se dentro do modo grego de qualidades intemporais de um ser supremo, ou idéias de bondade e perfeição mas sim experimentando Seu cuidado no nosso dia-a-dia, Sua atenção aos pormenores de nossa vida de forma dinâmica. Não ha muita importância em falar de sua bondade mas a ênfase é posta em Sua compaixão para com o homem individualmente.”(Heschel, p. 21). Em outras palavras, D-us não é “conhecido” no abstrato, mas em situações específicas em que Ele afirma-se como D-us sobre a vida de cada um. D-us é o que Ele se revelou, não o que teorizamos a Seu respeito. Vemos Sua interação com o povo de Israel por milhares de anos baseado em experiências tangíveis na vida de indivíduos.

      Se quisermos entender a Bíblia, e o que significa ser um seguidor de Yeshua haMashiach, então teremos que entende-la Hebraicamente, não Helenisticamente. Isso vai exigir uma mudança de paradigma filosófico e intelectual de nossa parte, isso vai significar abordar as escrituras a partir de um ângulo totalmente diferente.

Heschel também escreve: “Os gregos aprendiam a fim de compreender. Os hebreus aprendiam a fim de reverenciar. O homem moderno aprende a fim de usar” (ibid., p. 34).


Mente Hebraica x Mente Grego/Romana Parte 4

CONCLUSÃO:

Queremos uma religião de utilidade. Queremos técnicas que podem ser aplicadas conforme cada situação que experimentamos. Nós vemos muito “técnica orientadas” na igreja hoje em dia, como: 3 passos para crescer espiritualmente, 10 mais de ter um bom relacionamento, etc…
 Queremos técnicas para a compreensão, sistematização e estruturação do “calendário profético” para que possamos saber “o que vai acontecer a seguir”. Algumas pessoas querem saber para que elas possam ter algo para comercializar a outros cristãos que também querem saber. Estes são os que procuram ganhar com a “piedade” ou religião (cf. I Timóteo 6:5). Buscamos  “técnicas cristãs” de cura interior, cura exterior,  prosperidade financeira, ou para receber poder espiritual. Esta maneira de pensar é alheia a mente hebraica.

Em nossa cultura, temos comercializado tudo, incluindo o cristianismo. Infelizmente não pregamos o Evangelho, curamos os enfermos, expulsamos os demônios e fazemos discípulos – muitos aplicam boa partes dos seus esforços vendendo parafernália “cristã” folhetos e bugigangas. Fazemos música, não para adorar a Deus, mas para vender CDs. Evangelistas são escolhidos para pregar porque “sabem atrair multidões”, o poder ministerial foi comercializado e politizado, tanto quanto a de políticos regulares. Editoras cristãs publicar livros de celebridades cristãos – não porque eles são bem escritos, ou porque dizem algo importante, mas porque eles vão vender e fazer dinheiro.

Nos dias em que o movimento de Yeshua  era conhecido como a “seita dos nazarenos” (Atos 24:5,14), ser um nazareno(Notzeri em hebraico) estava relacionado diretamente com sua proximidade com D-us e com o próximo (Mateus 22:36-38; João 13:34-35). Nos séculos posteriores entretanto demos menos importância aos relacionamentos e ao mesmo tempo intelectualizamos e politizamos a fé. Essas influências deletérias mudaram radicalmente a natureza da Igreja. O espírito anti-judaísmo e mais tarde o anti-semitismo destruiu a personalidade original da igreja em muitos aspectos. Isso explica por que é tão difícil para muitos entender a Bíblia como um todo, velho e novo Testamento em harmonia.

Surpreendentemente no meio cristão sabe-se muito pouco sobre os 4 primeiros séculos da historia da igreja, que era predominantemente composta de Judeus que continuavam a guardar o sábado e ir as sinagogas, celebrar as Festas bíblicas e eventos relacionados à cultura judaica  assim como Yeshua o fez toda a sua vida. Nos seminários dá-se muita ênfase a historia da igreja depois do quarto século, período em que boa parte da sua essência fora corrompida por vários fatores históricos e culturais, um deles em destaque foi a “cristianização” do império romano por Constantino em 321 por intermédio do Édito de Constantino que determinou oficialmente o domingo como dia de “santo”, dia do deus sol (padroeiro de Constantino) venerado por povos pagãos desde o Egito antigo.

Para realmente entender o que significa ser um seguidor de Yeshua, deve-se voltar às raízes hebraicas de seu movimento, e dos documentos que agora se referem como “O Novo Testamento” que na verdade eram conhecidos no período dos apóstolos como Ketuvim Notzerim(escritos nazarenos).
Shalom Alecha!

Autor: Brian Knowles
Tradução: A S A

Por Rosh Notzeri: Yosef Ben Avraham