quarta-feira, 26 de março de 2014

MAIS UMA NOVA HERESIA: O SÁBADO LUNAR



MAIS UMA NOVA HERESIA: O SÁBADO LUNAR

Introdução:

Na parábola do joio e do trigo ditas por Yeshua, percebemos como o adversário sempre está a arruinar, atrapalhar, deturpar e enganar com toda sorte de artifícios, artimanhas e heresias destruidoras a obra do Messias na terra. Desde que a mensagem de Restauração começou a ser proclamada, primeiramente por Yeshua e depois por seus talmidim, o adversário tem se colocado ao derredor(ver I Pedro 5:8),  procurando minar todo esforço dos discípulos do Mestre com falsos ensinos, sendo que os talmidim já sabiam disso(ver Atos 20:29), hoje a obra da Restauração do Eterno está constantemente ameaçada por terríveis heresias destruidoras, como se não bastasse o paganismo trinitário inserido no mundo cristão, falsos nazarenos ressuscitaram o antigo dogma unicista criado por alguns pais da igreja romana, como também os ditos messiânicos tentando de todas as formas introduzir crenças cristãs nas mensagens de Yeshua, e para completar o engano satânico aparecem os tais sabatistas lunares com mais uma heresia para desviar os incautos.

O que é sabatismo lunar?

Há um grupo religioso evangélico dissidentes da igreja Adventista do Sétimo Dia chamado World’s Last Chance (WLC), eles proclamam que o calendário lunar foi estabelecido por D’us e o calendário gregoriano, pela Igreja Católica com o objetivo de mudar os tempos e as leis,  é um movimento religioso verificado no ceio do cristianismo atual, portanto, não tem NADA A VER com judaísmo, podemos comprovar isto ao perceber que NENHUMA corrente judaica oficial dentre as quais as correntes massort, a ortodoxa-haredim, a reformista, a nazarena, a karaíta e até mesmo os ditos messiânicos, nenhuma destas embarcaram nesta canoa furada, simplesmente porque esta teoria NÃO TEM BASE escriturística, muito embora este grupo apresente algumas supostas "provas", porém, ao analisarmos de acordo com os textos em sua língua original, tudo não passa de FALÁCIAS.

Essas pessoas afirmam que o Shabat não é o sétimo dia do ciclo semanal da criação do Eterno, mas o sétimo dia do “calendário lunissolar” proposto por eles, sendo que o primeiro dia do mês (“lua nova”) e o último dia do mês precedente, caso este tenha tido 30 dias, são considerados “não-dias”, assim, o “sábado” seria sempre o 8º, 15º, 22º e 29º dias do mês nesse calendário.

As Controvérsias deste nova heresia:

Se o tempo do Shabat fosse determinado pela Lua, então o Shabat teria que ser observado em dias diferentes durante o mês e não no sétimo dia de cada semana. O Shabat poderia ser qualquer dia da semana, baseando-se no horário da lua nova. Atentem para estas  seguintes observações:

1. O Calendário Hebraico: O calendário hebraico é lunisolar, o que significa que o tempo era medido pela lua nova (a rotação da Lua ao redor da Terra) e também do Sol (a rotação da Terra ao redor do Sol). Um calendário lunar, de doze meses, é cerca de onze dias mais curto que o calendário solar, que é de aproximadamente 365 dias. No mundo antigo, isso era resolvido com o acréscimo de um mês extra, sete vezes em dezenove anos. Na Bíblia, o calendário lunar foi utilizado para fixar o prazo para as festas. Por exemplo, 14 dias após a lua nova era a Páscoa (ver Números 28:16). Por isso, algumas pessoas argumentam que o Shabat deve ser observado sete dias após o primeiro dia do mês.

2. O Shabat e a Lua: No princípio do século XX, a conexão entre o sábado e a Lua era proposta e defendida por um bom número de estudiosos. Eles rejeitaram a origem bíblica do Shabat e sugeriam que sua origem estava relacionada a vários “dias satânicos” no calendário babilônico, incluindo o dia de lua cheia, durante o qual o povo pagão descansava. Tratava-se de uma seqüência não composta de sete dias, primeiro, sétimo, décimo quarto, décimo nono, vigésimo primeiro e vigésimo oitavo dias do mês. Essa teoria não vingou e foi, então, abandonada.

3. Gênesis 1 e o Shabat: A origem do Shabat bíblico está definitivamente conectada com a semana da criação. O Shabat foi instituído por D’us três dias depois da criação da Lua (ver Gênesis 1:14; 2:2), não o sétimo dia após o primeiro dia do mês. Era para funcionar independente do mês em uma seqüência específica de dias desconectados da Lua e do Sol, mas fundamentado tão-somente no poder do Eterno sobre o tempo. O lugar sétimo do Shabat está relacionado com a passagem do tempo, desde o início da atividade criativa de D’us no planeta Terra, até seu final. Com certeza, esse é um ato divino singular, ou seja, a fragmentação do tempo numa seqüência de sete dias exclusivamente fixada e governada pelo próprio Eterno.

4. O Shabat e as Festas Bíblicas: Finalmente, o descanso sabático era diferente do descanso requerido durante as Festas do Eterno. Levítico 23:3 declara que, durante o sábado, os israelitas não deveriam fazer “nenhuma obra”. Mas durante o tempo das santas convocações, o povo não deveria fazer “nenhum trabalho regular” (ver Levítico 23:8, 21, 25, 35, 36,). Isso indica que havia um tipo de trabalho que era permitido fazer durante as Festas e que eram proibidos durante o Shabat semanal.


Embora, creio eu, possa ser boa a intenção dos que defendem o sábado lunar, devem estar atentos para o fato de que estão introduzindo e promovendo, involuntariamente, creio eu, o descanso sabático diferente do descanso sabático bíblico.

A visão sabática lunar na prática:

Adonai criou o Shabat no 7º dia e a lua no 4º dia, segundo os sabatistas lunares a lua nova marca o 1º dia do mês e que contado 7 dias se chegará a um sábado, vejamos o exemplo: 1º dia lua nova + 7 dias é igual ao 8º dia que para eles é um sábado.
Agora vamos usar este cálculo na criação, como não sabemos que tipo de fase a lua fez no dia em que ela foi criada, vamos nos basear nas suas quatro fases que igual a 29,5 cada fase tem um período de 7,375 dias entre uma fase e outra. 4º dia primeira fase, 11º dia segunda fase, 18º dia terceira fase, 25º dia quarta fase, digamos que uma destas fases foi lua nova e vamos acrescentar mais 7 dias para saber que dia vai ser um sábado. 
4º dia primeira fase + 7= dia 11 11º dia segunda fase + 7= dia 18 18º dia terceira fase  + 7= dia 25 25º dia quarta fase + 7= dia 2 (mês de 30 dias) 25º dia quarta fase + 7= dia 3 (mês de 29 dia).

Vejam que, usando os mesmos cálculos usados por eles o Shabat não cai nos dias 8, 15, 22 e 29, sem falar que temos aqui um problema: Se no 7º dia foi sábado então o dia zero teria que ser uma lua nova pois, contando 0+7= 8 dias, como sabemos que não existe o dia zero e nem a lua pois, a mesma foi criada  a partir do 4º dia. Sendo assim, em vez de se estar guardando o 7º dia, na verdade estariam guardando o primeiro dia(domingo - dia do sol).
Resumindo tudo: Assim, com base na criação vemos que esta doutrina é anti-bíblica, herética e leva os incautos a adorar não somente o ”venerável dia do sol” de Constantino como também a violar a Torah Sagrada.

Os sabatistas lunares criaram uma ilusão que absolutamente nega o ciclo de sete dias de nosso Criador. O ciclo de sete dias foi escolhido pelo Eterno, a fim de distinguir uma vez por todas o verdadeiro dia de descanso. Não importa  qual  calendário é usado, se juliano, gregoriano, chinês, etc... O ciclo de sete dias será o mesmo, e se deu quase 6000 anos desde a criação da Terra.
O rito do sábado lunar, segundo os sabatistas lunares funciona da seguinte maneira: A primeira lua nova é o primeiro sábado. Em seguida, sete dias depois, um segundo sábado, que é dia 8 do mês, em seguida, outro sábado dia 15, então outro dia 22 e o último sábado do mês dia 29, mas aí vem o problema, a lua orbita em torno da Terra em 29,5 dias, o ciclo de sete dias, portanto, não pode ser derivada a partir da lua.

Lua faz uma órbita completa ao redor da Terra uma vez a cada 29,530588. Por este motivo, não podem ser vinculados a um ciclo de sete meses. Para ser ligado a um ciclo de sete meses teria de circular por todo o país no mês passado, 28 dias. Isso tem contornado os adeptos do sábado lunar neste fato de que cada sábado  começa com o primeiro crescente lunar de um novo mês.
É matemática básica, o número de 29,5 não pode ser dividido por 7 para produzir um número inteiro. Adonai Eterno não é um D’us de confusão, mas de  ordem e paz(ver I Coríntios 14:33), seria algo estranho que um D’us de ordem nos desse um complexo sistema de descanso semanal que causaria tamanha confusão para ser observado.

Falácias sobre falácias:

A World’s Last Chance (WLC) apresenta uma série de pressuposições que na verdade são falsas. Logo no início de suas argumentações em favor do sábado lunar, é dito que “o primeiro dia da festa dos pães ázimos era no dia 15 [do mês de abibe], que era um sábado”. A WLC afirma que esse era um sábado semanal, e a única “prova” que apresentam disso é o argumento de que nesse dia havia uma “santa convocação”. Ora, esse argumento não tem validade nenhuma, porque havia “santa convocação” não só no Shabat semanal, mas em todos os Shabatot festivos. Assim, havia santa convocação também no sétimo dia da festa dos pães ázimos (ver Levítico 23:8), na festa das primícias ou Pentecostes (ver Levítico 23:20, 21), na festa das Trombetas (ver Levítico 23:24), no Yon Kipur (ver Levítico 23:27), e no primeiro e último dias da Festa dos Sukot/Tabernáculos (ver Levítico 23:34-36). Destes, eles consideram que o dia 15 do primeiro mês e os dias 15 e 22 do sétimo mês eram sábados semanais. Baseados em quê???

Para sustentar suas pressuposições, dizem ainda que “Yisrael saiu do Egito na noite de 15 de abibe” (já que consideram que o dia 15 era um sábado). A Torah diz:

 “Aconteceu que, ao cabo dos quatrocentos e trinta anos, nesse mesmo dia, todas as hostes do Eterno saíram da terra do Egito. Esta noite se observará ao Eterno, porque, nela, os tirou da terra do Egito; esta é a noite de Adonai, que devem todos os filhos de Yisrael comemorar nas suas gerações. Disse mais Adonai a Moisés e a Arão: Esta é a Mitzvá da Páscoa: nenhum estrangeiro comerá dela” (Êxodo 12:41-43)

A Torah é clara em dizer que os israelitas saíram nesse mesmo dia. Que dia? Ora, o dia 15 de abibe. Se tivessem saído à noite, já não seria dia 15 de abibe, mas 16 (já que o novo dia se inicia ao pôr-do-sol). E que noite é essa, em que a Torah diz que D’us “os tirou da terra do Egito”? A noite que “se observará a Adonai”, e, portanto, a noite do dia 15, em que o povo comeu a Páscoa, e não a do dia 16. Não há como escapar ao fato de que os israelitas saíram em sua jornada no dia 15 e, portanto, que esse dia não poderia ser um sábado.

Outras “provas” são acrescentadas que absolutamente não são provas. Por exemplo, o argumento de que o manah cessou no dia 16 de abibe e que, portanto, o dia anterior seria um sábado semanal em que o manah não caiu. Qual a lógica desse argumento? Nenhuma. O manah cessou no dia 16 porque no dia 15 eles já comeram pães ázimos feitos com o fruto da terra.

Outra “prova”, retirada do livro de Ester, diz que “o 15º dia do 12º mês foi um dia de descanso, o que torna o 8º, 22º e 29º dias, dias de descanso também”. O que a Bíblia diz é que uma parte dos judeus fez do dia 14 um dia de banquetes e de alegria pela vitória sobre seus inimigos, e que os judeus de Susã fizeram isso no dia 15. Assim:

“Mordecai [...] enviou cartas a todos os judeus que se achavam em todas as províncias do rei Assuero, [...] ordenando-lhes que comemorassem o dia catorze do mês de adar e o dia quinze do mesmo, todos os anos, como os dias em que os judeus tiveram sossego dos seus inimigos” (Ester 9:20-22)

Dois dias foram instituídos como feriados, e isso não tem nada a ver com o sábado.
O calendário hebraico era realmente lunissolar, mas esse calendário seguia o ciclo semanal normalmente e não havia nenhum dia considerado “não-dia” da semana. O mês começava quando a estreita faixa de lua nova era avistada; os meses eram lunares, de 29 ou 30 dias. Como isso perfazia apenas cerca de 354 dias no ano, ou seja, deixava o ano cerca de 11 dias mais curto, a fim de manter o ano em harmonia com as estações, um mês adicional era intercalado cada vez que a cevada ainda não estava madura para a Páscoa. Assim, o calendário lunar era mantido em harmonia com o ano solar, e, portanto, o calendário era lunissolar.
Os sabatistas lunares estão divididos quanto ao que fazer nos dias 30 de um mês e 1º do mês seguinte, que são os dias da “festa da lua nova”. Alguns descansam nesses dias, considerando-os uma extensão do sábado do dia 29; outros se abstêm apenas de atividades comerciais e emprego remunerado, mas podem realizar outras tarefas comuns. Então, na última semana do mês, (1) no primeiro caso, trabalham seis dias e descansam três (em vez de um); (2) no segundo caso, trabalham sete ou oito dias (em vez de seis), antes de descansar um dia. Com qualquer dos dois métodos, o mandamento do Eterno de que se trabalhasse seis dias e se descansasse no sétimo é sumariamente violado

O sábado lunar sobre a ótica das Escrituras:

Toda teoria deste grupo de pseudos guardadores do sábado se baseiam em três afirmações falaciosas que são:

1ª Afirmação: “O Sábado do sétimo dia caía em cada 8º, 15º, 22º e 29º dia do mês lunar.”

Afirmação MENTIROSA: Todos os Shabatot Festivos foram determinados para certas datas. A Pêsach no décimo quarto dia do primeiro mês (ver Lev. 23:5); a Festa dos Matzot ou “Pão Sem Fermento” no décimo quinto dia do primeiro mês (ver Lev. 23:6); a “Festa das Primícias” (Primeiros Frutos) no décimo sexto dia do primeiro mês (ver Lev. 23:10 a 11); a Festa de Shavuôt ou Pentecostes, 50 dias depois da Festa das Primícias (ver Lev. 23:16); a Festa dos Shofarim ou Yom Teruá no primeiro dia do sétimo mês (ver Lev. 23:24); o Yom Kipur no décimo dia do sétimo mês (ver Lev. 23:27); a Festa de Sucôt ou dos Tabernáculos no décimo quinto dia do sétimo mês (ver Lev. 23:34).
Adonai ligou cada Shabat Festivo a um dia em particular. Se Ele quisesse que cada Shabat semanal fosse celebrado no 8º, 15º, 22º e 29º dia do mês, então por que não existe um só verso na Torah Sagrada dizendo aos Israelitas que o Shabat deveria ser observado nestes dias???? O Shabat semanal não seria mais importante que os Sábados anuais????

2ª Afirmação: “O Senhor ordenou três classes distintas e separadas de dias que ocorreriam mensalmente: os dias de Lua Nova, seis dias de trabalho, e os Sábados do sétimo dia.” Em adição, o 30º dia que também não é contado como parte dos seis dias da semana.”

Afirmação MENTIROSA: * De acordo com Gênesis 1 a 2:3, Adonai criou apenas duas classes de dias: os seis dias de trabalho e o Shabat. Isto é confirmado nas 10 Palavras em Êxodo 20 e Deuteronômio 5. “Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o Shabat do Eterno, teu D'us; não farás nenhum trabalho.” (Êxodo 20:9 e 10)

** Na Torah, no entanto, a celebração da Rosh Rodesh ou Lua Nova não é mencionada até o tempo de Moisés. A única legislação concernente à Lua Nova no Tanach hebraico está na prescrição de uma oferta queimada em Números 28:14. Enquanto em Amós 8:5 parece indicar que nenhum trabalho deveria ser feito no dia de Rosh Rodesh, outros textos mostram que ele não era um dia de descanso. Por exemplo, Yisrael deixou o Egito no dia primeiro do mês (ver Números 33:3); Foi dito a Moisés para edificar o tabernáculo no primeiro dia do mês (ver Êxodo 35:2); Esdras começou sua jornada para Jerusalém no primeiro dia do mês (ver Esdras 7:9). 
William Hallo diz: 

“Somente o primeiro dia de Tishri tinha um caráter especial de dia santificado, e mesmo aqui o texto bíblico, como é bem sabido, nem cita o termo ‘Rosh Hashana’, cabeça do ano.” 

E tem mais, as semanas no Tanach hebraico eram ciclos contínuos sem interrupção pela Lua Nova, isto é mostrado em Levítico 23:15 e 16.

“Contareis para vós outros desde o dia imediato ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão. Até ao dia imediato ao sétimo sábado, contareis cinquenta dias; então, trareis nova oferta de manjares ao Senhor.”

Sete Sábados são 49 dias e o dia depois do último sábado é o 50º dia. Isto só pode ocorrer se as semanas forem contadas como ciclos ininterruptos de sete dias. Isto é confirmado pela linha de tempo do Dilúvio. De acordo com Gênesis 7:24 “as águas durante cento e cinquenta dias predominaram sobre a terra”. Começou a chover “no ano seiscentos da vida de Noé, aos dezessete dias do segundo mês” (ver Gênesis 7:11). A arca descansou no Monte Ararate cinco meses mais tarde “no dia dezessete do sétimo mês” (ver Gênesis 8:4). Esta é uma clara evidência que o mês bíblico tem 30 dias; portanto, 150 dias são cinco meses, sem interrupções por dias de Lua Nova.

3ª Afirmação: “Os Judeus foram forçados a desistir de seu calendário lunar e aceitar o calendário pagão romano"

Afirmação MENTIROSA: Vestígios de sete dias semanais podem ser encontrados entre as primeiras civilizações do Oriente Médio. Os astrólogos da Mesopotâmia designavam um dia para cada dos sete mais proeminentes objetos no céu – o Sol, a Lua, e os cinco maiores planetas visíveis a olho nu. Os Israelitas sempre ativeram-se aos sete dias semanais como indicado claramente em Gênesis 1 a 2:3 e Levítico 23:15 e 16. Outras nações tinham semanas de diferentes durações.
O calendário romano de oito dias foi mudado para o calendário de sete dias ainda no período imperial, não no tempo de Constantino. Agora, se os Judeus foram forçados a desistir de seu Sábado do calendário lunar e em troca adotar o calendário pagão Juliano nos dias posteriores a 70 e.c. ou desde o tempo de Constantino, deveria haver enorme quantidade de evidências hoje, de que esta mudança tivesse ocorrido, porém, NADA nos é apresentado.
Os Judeus sempre foram muito persistentes e fiéis na observância do Shabat. Se eles acreditassem que D'us tivesse dado a eles o sábado lunar, eles não desistiriam sem uma grande batalha. Haveriam escritos relatando em algum lugar da história sobre a resistência dos Judeus na mudança do seu método de guardar o Sábado, porém, NÃO HÁ.
Como os Judeus se espalharam por muitas nações do mundo seria necessário um exército de missionários indo a toda parte para convencer e reforçar a mudança de sua maneira de guardar o Shabat do método lunar para o ciclo semanal. Deveria haver grupos de Judeus pelo mundo ferozmente apegados ao modo antigo que D'us havia dado a eles e muitos grupos Judeus ainda deveriam estar guardando o tal Sábado lunar até hoje, porém, NÃO HÁ.
Mas exatamente o oposto é que é verdadeiro, a história é absolutamente NEGA de que alguma coisa como esta tenha ocorrido. Não existem leis que ordenaram a mudança do ciclo do lunar para o Sábado semanal, e os Judeus, hoje, em torno do mundo guardam o Shabat no sétimo dia da semana.
Quando diferenças surgem entre os grupos judaicos, existe sempre uma brecha, com alguns crendo de uma maneira e outros crendo de outra maneira. Com uma mudança tão conflitante na estrutura da fé Judaica, seria óbvio ver essa brecha, essa ruptura, entre nós. É verdade q/ existe uma divisão entre grupos judaicos, mas não é sobre a teoria do Sábado lunar, é a divisão entre os Judeus Massort, Ortodoxos, Karaítas, Notzerim que era principalmente, sobre o modo de calcular os dias de festas, tradições e costumes, mas NUNCA sobre a celebração do Shabat.

Conclusão:

Os pseudos guardadores dos sábados lunares afirmam que o calendário luni-solar é o verdadeiro calendário bíblico, no qual o sábado cai sempre no 8º, 15º, 22º e 29º dia do mês. Além do mais, a Lua Nova e o 30º dia do mês não são contados como parte da semana. Eles ainda afirmam que os Judeus sob o Império Romano foram forçados a abandonar o calendário lunar e aceitar o calendário Juliano com seu contínuo ciclo de sete dias semanais, tudo uma MENTIRA.

Assim, conclui-se que, todos os argumentos dos sabatistas lunares se reduzem a NADA se D'us conectou o Shabat ao calendário lunar, como Ele fez com as festas, ou se Ele estabeleceu um ciclo semanal na Criação para o Shabat e o preservou até os nossos dias. Não existe evidência conclusiva nas Escrituras que apontam para o Shabat sendo conectado com a lua. Ao contrário, a Bíblia é clara mostrando que a semana tem um ciclo recorrente de sete dias terminando com o Sábado. Isto é apoiado pelas afirmações do Tanach hebraico, pela Torah Sagrada e pela História, agora, embarca nessa CANOA FURADA quem quiser.



Rosh: Marlon Troccolli