segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A SEGUNDA VINDA: MESSIAS SUMO-SACERDOTE E MESSIAS REI



A SEGUNDA VINDA: MESSIAS SUMO-SACERDOTE E MESSIAS REI

Este estudo tem por finalidade provar a segunda vinda do Messias (ou vinda do Messias rei) utilizando os textos das Sagradas Escrituras como ferramentas argumentativas (Torah, Profetas e Salmos).
Os judeus que já reconheceram o Messias (que já veio) utilizam para provar a sua primeira e segunda vinda um discurso utilizando as expressões “Mashiach ben Yossef” (Messias, filho de José) e “Mashiach ben David” (Messias, filho de David), onde no primeiro caso, o Messias viria ao mundo para ser o “servo sofredor” semelhante a Yossef, filho de Israel, e no segundo caso, o Messias viria como “o grande rei” semelhante a David, filho de Yishai (Jessé). Esta argumentação é até válida para quem tem o pensamento aberto e livre de preconceitos, mas o que irei propor neste estudo é a utilização de dois termos que esclarecem de forma mais precisa (e com maior clareza nas Escrituras) o advento do Messias:

1ª VINDA: MESSIAS SUMO-SACERDOTE

2ª VINDA: MESSIAS REI

Explicação dos casos:

Que todo judeu sabe que virá o Mashiach, isso todos sabem, agora o que cada um entende por “vinda do Mashiach”, é nisto que existe a discordância, uns creem que só existirá o “David”, o Messias rei, que porá um fim em todas as tragédias do mundo e restaurará o reino de Israel; outros já creem em uma “era messiânica” onde serão tempos de paz e juízo, e por fim, tem quem creia que o Messias já veio, subiu aos céus e no fim dos tempos voltará. Para sabermos quem está correto nesta história, primeiro vamos entender: O que significa a palavra “Messias”?

MASHIACH= MESSIAS= UNGIDO (com óleo de unção)
Messias é um ser/pessoa que era ungido com óleo e eleito para determinada função. Esta função era realmente algo muito sério, que envolvia uma obra do Eterno nos céus e na terra.

Quem foi ungido, de acordo as Escrituras?

1.UMA PEDRA:

“E se levantou Yaakov (Jacó) de manhã, e tomou a pedra que havia posto por cabeceira, e a erguer por sinal, e DERRAMOU AZEITE/ÓLEO SOBRE ELA”
Gênesis 28: 18
2.OS SACERDOTES:

“E levarás a Aharon (Arão) e seus filhos à porta do tabernáculo de reunião e lavá-los-á com água. E tomarás as vestes e vestirás a Arão a túnica, o manto do efode, o efode e o peitoral, e o cingirás com o cinto do efode. E porás a mitra sobre sua cabeça e sobre a mitra porás a diadema santa. Logo, tomarás o ACEITE DA UNÇÃO E DERRAMARÁS SOBRE SUA CABEÇA, E OS UNGIRÁS.”
Êxodo 29: 4-7

“E UNGIRÁS também a Arão e seus filhos, e os consagrarás para que sejam meus sacerdotes.”
Êxodo 30: 30

3.O MISHKAN (A TENDA SAGRADA) E SEUS OBJETOS:

“Com ele (o óleo de unção) UNGIRÁS a Tenda do Encontro (Ohel Moed), a Arca do Testemunho. A mesa com todos os seus utensílios, e a Menorah (castiçal) com todos os seus utensílios, e o altar de incenso. O altar de holocausto com todos os seus utensílios, e a fonte de sua base. Assim os consagrarás e serão coisas santíssimas: tudo o que tocar neles será santificado.”
Êxodo 30: 26-29

4.OS REIS:

“Enviou, pois, por ele e o fez entrar; e era ruivo, formoso de olhos e bom de aparência. Então o Eterno disse: Levante-se e unge-o porque é este. E Shmuel (Samuel) tomou o cifre DE ACEITE, E O UNGIU no meio de seus irmãos, e desde aquele dia em diante o Espírito do Eterno veio sobre David (Davi). Se levantou logo Samuel e voltou a Ramá.”
I Samuel 16: 12-13

“E lhe disse o Eterno: Vê, volta por teu caminho, pelo deserto de Damasco: e chegarás, e UNGIRÁS a Hazael para ser rei da Síria.”
I Reis 19: 15


O PROFETA ELISEU:

“e Jeú, filho de Ninsi UNGIRÁS para ser rei em Israel, e a Elisha (Eliseu), filho de Safat, de Abel-mehola, UNGIRÁS para que seja profeta em teu lugar.”
I Reis 19: 16

Como podemos observar, não era qualquer um que poderia ser ungido, eram pessoa específicas que tinham funções muito importantes no ministério divino instituído pelo Eterno. E é importante dizer, o Eterno proíbe qualquer tipo de unção que não seja de sua ordem:

“E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Este será meu azeite da santa unção pelas vossas gerações. Sobre cabeça de homem NÃO SERÁ DERRAMADO, nem fareis outro semelhante, conforme sua composição, santo é, e por santo o tereis vós. Qualquer que compor unguento semelhante e o puser sobre estranho, será CORTADO do seu povo.”
Êxodo 30: 31-33

O texto é claro: NÃO se deve fazer óleo de unção semelhante ao feito para a Tenda e sair ungindo qualquer pessoa. O óleo da unção é para ungir os UNGIDOS DO ETERNO, ou seja, SOMENTE estes que ele mesmo designou.
Agora que já entendemos o que é Messias e quem deveria ser ungido, vamos prosseguir.

QUEM FOI UNGIDO PRIMEIRO?

Seguindo a ordem cronológica dos fatos nas Escrituras, o primeiro ser ungido não foi um ser humano, e sim uma PEDRA que recebeu óleo de unção pelo patriarca Jacó nas terras de Or (Luz) que depois se chamou Beit-El (Betel= Casa de Deus). E o interessante que o patriarca não se preocupa em ungir o local onde ele viu em sonhos a escada que toca nos céus, e sim a pedra onde ele apoiou sua cabeça, e é interessante porque as pedras, por serem objetos resistentes e duradouros, simbolizam ETERNIDADE.

Agora entendemos o porquê o Eterno escreveu as suas 10 palavras em tábuas de PEDRAS (Ex. 31: 18), para simbolizar que aqueles mandamentos escritos deviam ser praticados pelo povo ETERNAMENTE, pois eram palavras divinas.
Então podemos concluir, que Jacó ungiu a pedra para simbolizar que ali onde ela estava eram os alicerces da Casa do Eterno, e claro, a casa do Eterno é eterna assim como Ele.

Depois, vemos que Arão e seus filhos foram designados SACERDOTES, e os sacerdotes eram pessoas UNGIDAS. E por que disto? Qual o dever dos sacerdotes? Ou melhor, qual o deve de Arão, o GRANDE sacerdote?

-Os sacerdotes eram os responsáveis pelo serviço ministerial na Tenda do encontro (eterno), e posteriormente, no Templo em Sião;

-Eles tinham que usar roupas muito específicas determinadas na Torah.

-Eram os responsáveis pela “expiação dos pecados”, o ato de sacrificar um animal limpo, sem defeitos, como forma de conseguir o perdão do Eterno pelos pecados cometidos pelo povo (e por eles mesmo).

-Eles eram os responsáveis por ensinar o povo as palavras divinas (da Torah) e por exortá-los quando pecassem (este ofício fica mais claro quando lemos os livros dos profetas, que em sua maioria, eram de família sacerdotal, ver Jr. 1:1 por exemplo);

-Antes dos sacerdotes começarem o seu ofício, ele deveria ser LAVADO com água, deveria por as vestes santas, deveria ser UNGIDO com o aceite da unção, e no caso da primeira unção (de Arão e seus filhos), eles deveriam por suas mãos sobre um bezerro para “transferir” os seus pecados ao animal, e parte do sangue do animal era ESPARGIDO sobre as vestes santas como parte da consagração (ver Ex. 29: 1-21).

O sumo sacerdote e suas vestes:

O termo hebraico para sumo sacerdote é “Gadol Cohen”. A palavra “Gadol” significa em sua essência, GRANDEZA; SUPERIORIDADE; O MAIS ALTO CARGO DE UMA HIERARQUIA, e esta palavra pode ser traduzida como “grande”, “maior”, “sumo” ou qualquer outro termo que demonstre a pessoa/ser um destaque de maioridade entre os demais de seu gênero. No caso do Sumo Sacerdote, ele é o GRANDE sacerdote, o principal de todos os sacerdotes, incomparável aos demais; e sendo este superior aos outros, as suas vestes e seu ofício eram de maior responsabilidade também.

-Nas suas vestes, ele tinha um peitoral onde ele carregava doze pedras preciosas. Nestas pedras estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel. Também carregava o Urim e o Tummim (Ex. 28: 15-30);

Explicação: Este peitoral com estas pedras simboliza que o sumo sacerdote era responsável ETERNAMENTE (lembra o que significam as pedras?) pelo julgamento dos nomes ali escritos (os das doze tribos de Israel).

-Sobre o turbante do sumo sacerdote, estava atada uma lâmina de ouro puro, na qual estava escrito: “KODESH LA’ADONAI- SANTIDADE AO ETERNO” na parte frontal do turbante (Ex. 28: 36-39);

Explicação: O Eterno queria deixar de forma muito clara a todo o povo que o sumo sacerdote era um homem SANTO, ALTAMENTE SEPARADO AO ETERNO, e este era responsável por manter a santidade das coisas santas. O líder de todos no que diz respeito ao ministério no local santo do Eterno. Também é para lembrar ao povo que o sumo sacerdote é quem “carregaria” a iniquidade concernente às coisas santas que os filhos de Israel consagraram (lembrando que o próprio povo é considerado uma santidade ao Eterno, pois o mesmo deseja que seu povo seja santo, ver Lev. 20: 7).

O dever do sumo sacerdote:

-Além dele fazer os ritos concernentes aos sacerdotes, ele tinha a missão de entrar no “Santos dos Santos”, o local mais sagrado da Tenda, uma vez por ano, no Yom Kippur (Dia da Expiação) para ali fazer expiação pelos pecados do povo (Ex. 30: 1-10)

Resumo sobre o sumo sacerdote:

Então vamos resumir o trabalho do sumo sacerdote:
-Ele era o GRANDE sacerdote, o líder do sacerdócio de sua época;

-Ele tinham um peitoral com doze pedras (simbolizando as tribos de Israel), mais as pedras de Umin e Tummin, para simbolizar que ele era o responsável pelo julgamento das doze tribos, seja para o bem ou para o mal;

-Ele carregava sobre sua cabeça uma lâmina escrito “SANTIDADE AO ETERNO” como forma de expor a sua santidade;

-Ele “carregava” sobre si as culpas dos israelitas sobre as coisas santas (o próprio povo é uma coisa santa);

-Moisés salpicou sangue de bezerro sobre as vestes santas de Arão (o primeiro sumo sacerdote);

-Ele era responsável por entrar no Santo dos Santos, uma vez por ano no Yom Kippur, para alí fazer expiação por todo o povo.

-O ministério do sumo sacerdócio é eterno.

Sem dúvidas, o sumo sacerdote era um homem de extrema importância. Existe mais a ser dito sobre ele, mas para isso, convidarei o leitor a estudar mais as Escrituras, pois senão o estudo ficará demasiadamente longo. Vamos para o próximo tópico:

A TENDA DO ENCONTRO (O MISHKAN):

A Tenda do Encontro (ou se fazermos uma brincadeira com o hebraico, a “Tenda do Para Sempre”) também tinha que ser consagrada e ungida junto com os seus objetos, e o motivo não são um, e sim muitos.
Precisaríamos de um estudo só para falar da Tenda, pois cada objeto tem um significado e nos leva a pensar em várias coisas, mas para sermos objetivos, vamos lembrar que um tenda é uma MORADA PROVISÓRIA E MÓVEL.

-Se ela é uma morada, então podemos dizer que a tenda é uma “Casa do Eterno”, e se ela é uma Casa do Eterno, podemos ir mais além e compará-la a cidade santa, Yerushalaim (Jerusalém), pois é a única cidade chamada claramente pelas Escrituras de Casa do Eterno (Sl. 122);

-Se ela é móvel, podemos então compará-la aos seres vivos que se locomovem, em especial o ser humano;

-Logo, podemos concluir que a Tenda do Encontro foi construída para demonstrar a vontade do Eterno de habitar no meio dos seus seres viventes, em especial o seu povo de Israel, afinal, ele mesmo declara que deseja habitar no meio/dentro de nós (Ex. 25: 8).

O REI:

Muito tempos depois das unções da Tenda e dos sacerdotes, o Eterno pede para se ungir aqueles que seriam os reis em Israel, e é muito simples entender o motivo: Porque estas pessoas seriam os REIS.
Um rei é a autoridade máxima no regime político chamado monarquia, ele é o grande líder de toda a nação, no caso dos reis de Israel não era diferente, com o detalhe que este povo em específico tem uma forte ligação com o Divino, e logo, o rei era responsável por manter a ordem e a obediência das pessoas a Torah. Quando o rei se desviava dos bons caminhos, o povo seguia o seu exemplo.

O PROFETA ELISEU:

O motivo pelo qual Eliseu foi ungido está escrito no próprio texto em I Reis 19: 16, pois ele seria o sucessor de Eliyahu Hanavi (Elias, o profeta). Os profetas não obrigatoriamente deveriam ser ungidos, embora sua grande maioria era, pois os mesmo eram de família sacerdotal (exemplo: Jeremias, filho de Hilquias, dos sacerdotes de Anatote, Jr. 1: 1).

Agora, podemos responder uma simples pergunta:

QUEM VEIO PRIMEIRO? OS SUMO SACERDOTES OU OS REIS?
Resposta: Os sumo sacerdotes, e MUITO TEMPO DEPOIS, os reis.
Agora estamos prontos para seguir ao próximo passo:
O MESSIAS DEVERIA SER PEDRA, TENDA, SACERDOTE, REI OU PROFETA?
Ninguém discorda que o GRANDE Messias, aquele que trará a redenção do Eterno a este mundo, é um homem diferente dos demais, não no aspecto físico, mas que sua essência tem origem divina:

“Mas tú, Beit-Lechem Efratah (Belém Efrata), pequena para estar entre as famílias de Yehudah (Judá), de ti sairá o que será legislador em Israel, e suas saídas são desde a antiguidade, desde os dias da eternidade.”
Miquéias 5: 2

Logo, se ele é um homem “predestinado” pelas Escrituras, os seus feitos (ou boa parte deles) devem estar relatados também, e pelo os seus feitos, podemos saber qual é a sua “profissão”.
Afinal existem coisas que são obvias demais: Se você faz cirurgias nos dentes das pessoas, então você é um DENTISTA, se você defende o seu cliente em tribunal, então você é ADVOGADO, e por ai vai...
Vejamos quais as funções do Messias que suas profissões que as Escrituras nos declaram:
Ele de fato, deverá ser rei:

“Eis que vêm dias, diz o Eterno, em que levantarei a Davi um renovo justo, e REINARÁ COMO REI, no qual será ditoso, e fará juízo e justiça sobre a terra. Em seus dias será salvo Judá e Israel habitará segura, e este será o nome no qual o chamarão: Senhor, Nossa justiça”
Jeremias 23: 5-6

Se o texto diz que ele será rei, então todas as atribuições de um rei lhe são atribuídas (por questões lógicas). E sempre que as Escrituras falam desse Messias Rei, o texto sempre está ligado a um contexto escatológico, ou seja, este Messias Rei só exercerá sua função de rei no Fim dos Dias.
E além de rei, as Escrituras também nos ensinam que o Messias deveria ser SACERDOTE.
Mas onde está escrito isto?
“Então [O Eterno] me fez voltar para o caminho da porta exterior do santuário, que olha para o oriente, a qual estava fechada. E disse-me o Eterno: Esta porta permanecerá fechada, não se abrirá; ninguém entrará por ela, porque o Eterno, o Deus de Israel entrou por ela; por isso permanecerá fechada.

“Quanto ao NASI (príncipe?), o Nasi (príncipe) é ele, se assentará ali, para COMER O PÃO diante do Eterno; pelo caminho do vestíbulo da porta entrará e por esse mesmo caminho sairá.”
Ezequiel 44: 1-3

Comer o pão? Que pão?

No texto acima diz que o Messias, o NASI (príncipe?) passará pela porta que dá acesso ao Templo (atualmente esta porta está FECHADA, pois a mesma está na parte árabe da cidade santa), ali se assentará e comerá o PÃO diante (a face) do Eterno. O detalhe está que se o Messias cruzou aquela porta, então ele entrará no TEMPLO que está (estará) do outro lado da porta, e se ele vai comer pão, então este pão é o que está DENTRO do Templo, um alimento permitido SOMENTE AOS SACERDOTES. Como podemos ver:
“e porás sobre a mesa [da Tenda do encontro] o PÃO DA PREPOSIÇÃO DIANTE DE MIM continuamente.”
Êxodo 25: 30

“e Arão [o sumo sacerdote] e seus filhos [os sacerdotes] COMERÃO a carne do carneiro e o PÃO que estará no cesto à porta da Tenda do Encontro. E comerão aquelas coisas com as quais se fez expiação, para limpar e consagrá-los; mas o estranho [pessoa que não é sacerdote] NÃO as comerás, porque são santas.”
Êxodo 29: 32-33

“Também tomarás da flor de farinha, e dela cozerás doze PÃES; cada pão será de duas dízimas de um efa. E os porás em duas fileiras, seis em cada fileira, sobre a mesa pura, perante o Eterno. E sobre cada fileira porás incenso puro, para que seja, para o pão, por oferta memorial; oferta queimada é ao Eterno. Em cada dia de sábado, isto se porá em ordem perante o Eterno continuamente, pelos filhos de Israel, por aliança perpétua. E será de ARÃO E SEUS FILHOS [os sacerdotes], os quais o COMERÃO NO LUGAR SANTO, porque uma coisa santíssima é para eles, das ofertas queimadas ao Eterno, por estatuto perpétuo.”
Levítico 24: 5-9

CONCLUSÃO:

O Messias comerá o pão da preposição diante [da face] do Eterno, e se ele vai comer no LUGAR SANTO (no Templo) o pão que é destinado SOMENTE aos SACERDOTES, então, é fácil concluir que ele além de rei, é TAMBÉM sacerdote.
E se ele é sacerdote, então lhe cabem também as funções de sacerdote ao qual já falamos anteriormente. Entre elas, ele deve CARREGAR as culpas do povo.
Agora mais um texto que fala do sacerdócio do Messias:

“E jurou o Eterno e não se arrependerá: Tu és um SACERDOTE eterno, segundo a ordem de Malki-Tsedék (Melquisedeque).”
Salmos 110: 1-4

De acordo as Escrituras, Melquisedeque era além de sacerdote, ele era um rei, logo, o texto nos declara que o Messias, assim como ele, deveria ter os dois ofícios.
O MESSIAS DEVERIA CUMPRIR DE UMA VEZ OS SEUS DOIS OFÍCIOS?

Então após ler tudo o que foi dito acima, alguém ainda pode pensar que o Messias deve sim ser sacerdote e rei, mas que ele de uma única vez cumprirá o seu ofício. Mas esta opção é válida?
Todos os textos que falam de um Messias rei, falam que ele irá JULGAR e ensinar a “sua Torah/doutrina” as nações:

“Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre ele o Espírito do Eterno, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Eterno. E deleitar-se-á no temor do Eterno; e não JULGARÁ segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos. Mas JULGARÁ com justiça aos pobres, e repreenderá com eqüidade aos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará ao ímpio.”
Isaías 11: 1-4

“Não faltará, nem será quebrantado, até que ponha na terra a justiça; e as ilhas aguardarão a sua Torah/lei.”
Isaías 42: 4

Porém, para julgar como rei, ele deve antes redimir aqueles que são os seus, ou seja, ele deve limpar as pessoas que se converteram ao Eterno e assim ele fará um juízo justo. E como ele faria um julgamento e uma expiação do pecado ao mesmo tempo?
Todas as profecias ligadas ao Messias Rei estão conectadas com os tempos do fim, e nos tempos do fim não há abertura nas profecias para se fazer expiação por ninguém, serão tempos de JULGAMENTO DIVINO, quem tiver que ser remido, deverá ser remido ANTES do julgamento.
Então antes que o Messias venha como Rei para julgar, ele deve antes vir como sacerdote para ensinar, exortar e fazer expiação pelos pecados. Ele deve ser “lavado com água” como Arão e seus filhos foram, ele deve ter sangue espargido sobre suas “vestes” santas, deve carregar sobre si o peitoral com as pedras de julgamento e também deve entrar no Santo dos Santos para fazer a expiação do Yom Kippur. Enfim, o Messias deve fazer TUDO o que diz respeito ao seu serviço de sacerdote para TEMPOS DEPOIS exercer o seu serviço de rei fiel, segundo a extirpe de Davi.
CONCLUSÃO: Não há como haver Messias Rei antes que venha o Messias Sumo Sacerdote, pois e necessário que ele faça seu serviço de expiação durante a prolongação deste mundo para depois fazer seu serviço de julgamento no fim deste mundo.
Logo, podemos entender que a vinda do Messias se divide em pelo menos duas partes:

1ª VINDA= MESSIAS SUMO SACERDOTE

2ª VINDA= MESSIAS REI

FINAL:

Eu penso que este argumento é mais válido do que o “Mashiach ben Yossef; Mashiach ben David”, que embora seja válido, não tem uma base escriturística válida para os “saduceus” de plantão. É claro que podemos dizer muito mais sobre o assunto, mas convido o leitor a estudar mais sobre o tema e serão que a 2ª vinda do Messias é algo totalmente provável pelas Escrituras, algo que vai muito além do que um ”achismo” de um grupo de judeus do primeiro século.

QUE A PAZ ESTEJA COM TODOS!!!!




Autor: Douglas Lima


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2 comentários:

  1. O estudo está excelente!
    Porém eu creio em três Missões do Messias.
    1. Servo Sofredor, ovelha muda ao Matadouro.
    2. Sumo Sacerdote no Lugar Santíssimo.
    3. Rei dos reis e Senhor dos senhores para Reinar sobre a terra.

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